sábado, 27 de junho de 2026

PASSANDO A BOLA SEM BOLADA NAS COSTAS: COPA NA TV SEM MONOPÓLIO VALER

Nesta Copa do Mundo, a CazéTV entrou de sola na canela da TV Bobo - e sem falta, né? Eu, que nunca curti a TV que ajudou os milicos na ditadura, também não marcaria nada nessa jogada, ainda mais que essas transmissões "inauguram", no nosso campinho brazuca, o "acesso democrático" pela internet. Então, reclamar do quê? Só se for da narração das partidas - grita meu "ombudsman interior". É mesmo! Nessa vou ter de concordar com ele. Explico: eu, que tenho 58 anos e que minha primeira copa foi Argentina 78, com aquela "amolecida" do Peru pros hermanos, vi alguns jogos, inclusive esse 6 a 0, estimulado pelo viagra da ditadura militar argentina - e vejam que assistir a jogos pela tv, naquela época, era algo muito difícil, pois um aparelho de tv era um item que, além de caro, era raro nas casas de um bairro periférico, como o meu, o Primavera, em Teresina. Apois, o rádio era, sem dúvida, o canal mais popular do meu tempo de criança, e, se você nunca acompanhou uma partida de futebol pelo rádio, você não sabe como o narrador, com a voz na velocidade máxima, tenta recriar as imagens .a fim de que nós, a audiência, possamos "ver" o jogo. Muito doida, essa parada, mas altamente divertida e estimulante pro nosso cérebro" O narrador, no rádio, é mesmo muito necessário. Já, na tv, creio que não. Afinal estamos VENDO tudo! E hoje, então, que há infinitos recursos tecnológicos, que fazem das transmissões um "show" de imagens, e que, mesmo assim, os narradores insistem em descrever detablhes que estamos vendo, com repetições "por todos os ângulos", como diz um deles, o Ódiná Bera de Rie. Porisso, pra mim, o narrador de televisão é um saco! PQP! Ter de suportar esses caras, cada um querendo estender o grito de "gol" por mais tempo que um tenor italiano, é maçante! Não dou linha pra essas pipas, que não são picas porra nenhuma! Volume no zero, vejo as imagens, que me mostram mais que as tais mil palavras aceleradas! Só assim tenho mais atenção pra perceber detalhes que, durante as narrações de "taquara rachada", são "apagadas". No rádio, claro, os narradores são "conditio sine qua non". Daí, minha admiração pela habilidade desses "artistas da voz", que, ainda hoje resistem bravamente. Vejam bem, meus amigos da CazéTV (por que você não manteve o S, fofinho Casimiro, já que entre vogais ele tem som de Z?!), SE VOCÊS QUEREM INOVAR MESMO, PENSEM NUMA TRANSMISSÃO SEM NARRADOR! Como? - pode perguntar seu ombudsman. Simples assim: reunindo 3 ou 4 comentaristas (arbitragem, parte técnica e tática, histórica, sei lá!) e deixa os picas falarem, não o que a gente tá vendo em cada jogada (será que é preciso mesmo me dizer que o atleta driblou o adversário, fez o cruzamento e o outro cabeceou pra fora?!), mas sim o que ninguém tá "vendo". Aí sim, eu não zerarei o volume da minha tv, smartfone, tablet, o caralho! É um saco ouvir esses caras querendo ser melhores que o Luciano do Vale, que, me desculpem, nunca admirei, ou mesmo do que o Gavião Bueno (esse é que é um "pé no saco" mesmo"). Façam como fazem alguns locutores (e não narradores, tão vendo?) estadunidenses ao transmitirem, por exemplo, jogos da NBA. Eles não se prendem à descrição das jogadas, eles falam de outros detalhes e tiram onda dos caras/jogadores e das jogadas. Essa é que deve ser a pegada. Saca? Faz isto: põe na bancada o Casa, Você (o Casé), o Casi, o Casó e o Casu. E pronto! Deixa a galera falar como se estivesse assistindo ao jogo num bar, em que os comentários são a respeito de detalhes que os telespectadores não sabem ou não veem. Fica esse pitaco do caralho: porra tu viu essa jogada, o cara é pica mesmo, pena que ainda não tá recuperado! Duvido se ele vai aguentar 20 minutos de pelada dura! KKK Ver menos

domingo, 17 de maio de 2026

MAIS 1 HOMEM-CHICO, NA SELVA DE CONCRETO, ROBERTO!

Em 1987, decidi, por ter 1 tio lá; eu decidi ir a Sáo Paulo, "aprnder a viver", segundo planejava. Sempre tive o básico que 1a criança precisa: casa, comida e roupa lavada... Kkk. Piada! De q gosto não sei o seu. O meu foi razoável. Não éramos ricos, mas papai e mamãe nos proveram do q nos-trouxe até aqui. Gratidão. A minha queixa é só por mamãe ter-me-desmamado de 1 forma tão "trágica", depois de somente 3 anos de amamentação! Não dava 1 prego numa barra de sabão! Então, já q meu tio Daniel aceitava - talvez Etiene, sua esposa, tivesse dado pra trás! Mas não sei quais foram os pontos do acordo entre mamãe e seu irmão. Fui a São Paulo. Ponto. Lá, eles - os contra - me-cunharam de "Baiano". E que ficasse esperto pra não "fazer baianada"! Respondi de pronto: Tomate cru! Apesar de gostar dos irmãos baianos, sou piauinse, bodim! E não vem com essa de "Ei, Piauí", q meu nome é Luiz! Aprendi o q pude, sobretudo, a conferir trocos & trocas. Lá não havia muito papo pra essa de solidaridade. Isso - olha lá! -, só entre pessoas muito próximas mesmo! Cidade escrota pra isso. Fiquei de butuca ligada desde tanta "sobrevivência". Ainda bem q eu não era "quinta série", como muitos dos meus irmãos do Nordeste - meu amigo de Alagos, q nunca tinha ido nem a Maceió, qdo via um magote de gente, dizia, "Olha 1 rebaim de gente"! Os sulistas não nos toleram. Isso se a gente tiver serventia; senão, "sem chance!", eles diziam. Gratidão, Etiene e Daniel. A ti, minha tia de tabela, agradeço, principalmente, aquele 1o esporro - não em mim, em Daniel! -: Tu viu

sábado, 11 de abril de 2026

 UMA SINAPSE A CADA TAPA, SACA?


PEGA 1

Como cê chama "pernilongo" na tua terra? Muriçoca. Ah, tá! Aqui, no Piauí, ninguém chama não; elas mesmo vêm! Tem até a tal da muriçoca cachorra, que não pica, morde! É mole? Apois, como, na tua quebrada, os irmãos nomeiam o "ato de fumar 1 cigarro de maconha"? Por estas bandas, diz-se "detonar",  "queimar", "arrochar", "quibar", sei lá...


PEGA 2

Já escrevi uma ruma de textos perdidos em sinapses soltas, sem 1 lápis q me defendesse...


PEGA 3 

Se eu fosse agoniado, teria obrado marromeno...


PEGA 4

O reggae é 1 gênero musical dos mais importantes in mi vida... Escapei de 1 queda homeriquíssima escutando os versos sabidíssimos de Peter, Bob, Owen, Clinton, Albert, Toots, Cedric, Eric, Winston e tantos... Escutando as mensagens, sobretudo, da linha do reggae de autoafirmação, de positividade, do e"get up, stand up!" da dupla BP. É, pq o reggae tem 3 linhas de discurso: o religioso (Jah!), o amoroso ("rock lover") e o político-filosófico-ancestral ("You´re an african!")...




sábado, 13 de novembro de 2021

Abysag.Raul Bopp.Luiz Filho de Oliveira.Leão Negro


Esta composição é uma parceria com o regueiro baiano Leão Negro, quando ele esteve hospedado em minha casa, em Timon, no Maranhão, pelos idos-e-vindos de 2000 e pouco, que, num dia de acaso, me-perguntou se eu conhecia um tal de Raul Bopp. Então, fui até meus livros e saquei "Mironga e outros poemas" (essa antologia que aparece no vídeo) e entreguei a ele, que, de imediato, abriu o livro numa página qualquer. 
Aí o encantamento: o poema "sorteado" foi "Abisag", essa composição linda, em que Bopp utiliza um eu poético feminino, cantando um lamento comovente de uma das mulheres do senil Rei Davi, Abisag, que implora pelo seu amor... E não é que, em vez de ler o poema, meu amigo Leão começou a cantar-ele, incrivelmente embriagado de lirismo.
Daí, foi somente ajudar-ele no refrão e fechar alguns detalhes: a música nasceu... Eu gosto muito dessa composição. Inclusive, quando foi criada, ela tinha um ritmo mais de canção. Nesta gravação (peço desculpas pelo improviso, mas não toco instrumento algum - exceto uns tambores!), impus um ritmo mais "dançante", pois, nessa época, ofereci-ela para um poeta de uma banda local... 
Como já faz quase 20 anos da composição e uns 6 ou 7 da recusa do colega poeta, vou compartilhar-ela com vocês. Quem quiser cantar-ela, que se-adiante. Respeitando os direitos autorais, tá tudo certo.
Evoé, poetas!

quinta-feira, 16 de julho de 2020

VAMOS AFOGAR O PATO!

-- Quem, o Babasquara?!
-- Esse mesmo! Fez um acordo com o Doutor: ele ficava tomando conta do sítio e botando comida pros patos, e o Doutor trazia os mantimentos de quinze em quinze dias...
-- Olha, Babasquara, são muitos patos, toma cuidado!
-- Pode deixar.
Pato pra carai pra cuidar, e duas semanas, e nada do Doutor trazer a comida... Quase um mês depois, ele aparece com a cara mais limpa.
-- Babasquara, mas que foi que houve? Tá faltando muito pato!
-- É, Doutor. Uma porção deles morreu afogado...
-- Como é que é, Basbaquara?! Morreram afogados?! Como assim?
-- Pois é, Doutor, o senhor não trouxe a comida; os patos morreram afogado na água quente...

sexta-feira, 22 de maio de 2020

PARCEIROS, PARCEIRAS E PARCERIAS AO PÚBLICO PRIVADOS


    Se, em tristes Brasílias, há o Gabinete do Ódio, com seus "Homens" impudicamente inescrupulosos, capazes de cometer a maior das sacanagens com qualquer adversário que ouse encarar uma Familícia; não nos-esqueçamos de que lá há também os Escritórios do Amor, com seu staff de garotas e garotos programados para "amar" senadores e deputados, duplos, os sexos -- às vezes, no caso das garotas, até casar, afinal há de rolar uma "dama de primeira" para estar Primeira Dama -- claro, com os garotões, "no First Lady"... Entocados, os intocáveis...
    Com o dinheiro que certo dePUTAdo bozolóide já havia avisado que era "para comer gente", se-arma uma festa rapidamente. É na carreira, "na tubada", ou melhor, nas carreiras... Tudo do bom e do melhor, coisas de primeira. Nossos esquemas são fortes...
          -- Deputado, deixe le-apresentar aquela garota fantástica!
    -- Puta vida! Caralho! Chama aí, vai!
    -- Essa dá uma primeira dama e tanto, hem, deputado? Empurra-ela naquele seu sobrinho, candidato a prefeito, hem? Se ele ganhar, até casa! Ele é baitola mesmo, a gente dá um trato nela depois... Hem?
    -- Primeiro, traz a primeira dama aqui, que eu estou com umas segundas e tantas inteções. Depois a gente vê isso de eleição... Tô querendo outras sacanagens...

domingo, 26 de abril de 2020

UM CAMINHÃO DE RAPARIGA NÃO É O CAMINHÃO DAS RAPARIGAS




Hoje, em Teresina, no Centro-Sul, foi dia de rebuliço. Foi interditado um famoso bar, conhecidíssimo entre os homens da vida (11 entre 10 deles o conhecem ou já o frequentaram!): o 70 Drinks, que, claro, vem depois do 69 (Meia Nove, pros chegados!)...
Segundo algumas testemunhas, as viaturas chegaram depois das 5h (porque de 4 já havia muita gente!), quando o "cabaré tava pegando fogo" e foi aquele "banho de água fria" em todos os desejos, que amoleceram logo. Cumprindo a determinação do prefeito de "isolamento social", que determina que todos os estabelecimentos comerciais devem fechar depois das 17h, os policiais iniciaram a operação. Como houve resistência por parte das trabalhadoras e como eram muitas, foi chamado um caminhão para conduzi-las até o DP.
Foi nesse momento que alguém, do meio da multidão, lembrou o antigo corso que havia em Teresina décadas atrás, e gritou: "Olha, um caminhão de rapariga"! É certo que o caminhão da nossa tradição carnavalesca, "O caminhão DAS raparigas", transitava por vários bairros da capital, no sábado anterior ao carnaval com o intuito de alegrar os "clientes" e a cidade. Não havia, portanto, muita semelhança com esse "caminhão DE rapariga", que só trouxe tristeza...
Porém, uma coisa é certa: tão logo sejam ouvidas, as raparigas todas serão liberadas...
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P. S.: Esse texto é ficção; exceto pela foto e pelo fato que realmente houve, mas não sei em que proporções se deu seu desenrolar (Sem trocadilho!).

quinta-feira, 2 de abril de 2020

INSTRUMENTISTA DE POESIA: POESISTA


Foto: maestrorochasousa.blogspot.com/



Conheci o maestro Luiz Santos na saudosa Escola Técnica Federal do Piauí (ETFPI), em 1983, quando, com mais dois colegas de sala de aula, o Aroldo e o Neto, decidimos ser alunos de música e aprender a tocar um instrumento musical -- e claro, estar entre aqueles que faziam parte da banda de música da ETFPI!

Não lembro que instrumento o Neto queria aprender a tocar, mas eu e Aroldo queríamos clarinete (Olha aí, Suzy Reis, sempre quis ser o Lula Molusco! kkk). A ideia foi linda -- a música sempre fez parte de minha vida, como diletante ouvinte --, mas, infelizmente, não fomos muito longe nessa "ideia-prima". Primeiro, que essa decisão de qual instrumento iríamos tocar não era tão simples assim, havia a decisão do maestro, o mestre, claro; segundo, que havia também a disponibilidade dos instrumentos da banda, já que não eram tantos assim. E, para meu espanto de iniciante nesse universo dos instrumentistas, recebi assustado um instrumento que desconhecia existir e que tinha um nome esquisito, bufônico: trompa. Me-desculpem os admiradores desse instrumento, mas o susto foi hilariante. A decepção, essa foi desmotivante.


Não consegui ir adiante; meus colegas, também. Não nos-saímos bem, como outros alunos dessa mesma época se-saíram: o Luiz Santos, o Wilker Marques (?!), o Daniel Aracacy, e tantos. O que valeu, ao menos, foi ter convivido alguns dias com essa figura da música piauiense, autor do hino do meu River Atlético Clube.

Fui mal. Foi mal. Ainda bem que ainda trago a música comigo. Como-a todo dia e trago... A poesia foi o único instrumento que aprendia a tocar e, com ela, hoje, eu faço músicas...