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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020
domingo, 31 de dezembro de 2017
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Influência crônica
![]() |
| Imagem: arquivo Google |
PROCURA-SE
Procura-se aflitivamente pelas igrejas e botequins, e no recesso dos lares e nas gavetas dos escritórios, procura-se insistente e melancolicamente, procura-se comovida e desesperadamente, e de todos os modos e com muitos outros advérbios de modo, procura-se junto a amigos judeus e árabes, e senhoras suspeitas e insuspeitas, sem distinção de credo nem de plástica, procura-se junto às estátuas e na areia da praia, e na noite de chuva e na manhã encharcada de luz, procura-se com as mãos, os olhos e o coração um pobre caderninho azul que tem escrita na capa a palavra "endereços" e dentro está todo sujo, rabiscado e velho.
Pondera-se que tal caderninho não tem valor para nenhuma outra pessoa de boa-fé, a não ser seu desgraçado autor. Tem este autor publicado vários livros e enchido ou bem ou mal centenas de quilômetros de colunas de jornal ou revista, porém sua única obra sincera e sentida é esse caderninho azul, escrito através de longos anos de aflições e esperanças, e negócios urgentes e amores contrariadíssimos, embora seja forçoso confessar que há ali números de telefone que foram escritos em momentos em que um pé do cidadão pisava uma nuvem e outro uma estrela e os outros dois... - sim, meus concidadãos, trata-se de um quadrúpede. Eu sou um velho quadrúpede e de quatro joelhos no chão eu peço que me ajudeis a encontrar esse objeto perdido.
Pois eis que não perdi um simples caderno, mas um velho sobrado de Florença e um pobre mocambo do Recife, um arcanjo de cabelos castanhos residente em Botafogo em 1943, um doce remorso paulista e o endereço do único homem honrado que sabe consertar palhinha de cadeira no Distrito Federal.
O caderno é reconhecível para os estranhos mediante o desenho feito na folha branca do fim, representando Vênus de Milo em birome azul, cujo desenho foi feito pelo abaixo assinado no próprio Museu do Louvre, e nesse momento a deusa estremeceu. Haverá talvez um número de telefone rabiscado no torso da deusa, assim como na letra K há trechos de um poema para sempre inacabado escrito com letra particularmente ruim.
Na segunda página da letra D, há notas sobre vencimento de humildes, porém, nefandas dívidas bancárias e com uma letra que eu não digo começa o nome de meu bem, que é todo o mal de minha vida.
Procura-se um caderninho azul escrito a lápis e tinta e sangue, suor e lágrimas, com setenta por cento de endereços caducos e cancelados e telefones retirados e, portanto, absolutamente necessários e urgentes e irreconstituíveis. Procura-se, e talvez não se queira achar, um caderninho azul com um passado cinzento e confuso de um homem triste e vulgar... Procura-se, e talvez não se queira achar.
(RUBEM BRAGA. Pequena Antologia do Braga. Rio de Janeiro: Best Seller, 2006.)
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
onde o poeta substitui um poema: o da arvorezinha que fazia pose por ibope no meio do seu caminho pela poesia
- ah...
meu velho Braga:
também perdi a agenda!
que tristeza...
meu camarada!
nela havia um poema...
a quem cantava?
a Bopp: aquele cabra Norato! cobra!
a ver a arvorezinha ser música o céu querendo...
(Na sombra de um pé de creoli, no interior de Alto Longá.)
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano. Teresina: Nova Aliança, 2009.)
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
VIRTUAL VIM, VI E POETEI
![]() |
| Foto: https://www.facebook.com/kenardkruelfagundes |
Os
anos eram os do início do século XXI. Nesse tempo, estava sendo apresentado às
novas tecnologias da informática. Minhas primeiras
incursões na Rede foram por meio do Flog, um tipo de sítio que havia onde se
disponibilizava fotos e pequenos textos em forma de comentários. Uma espécie,
hoje, agora, já, em extinção, mas uma espécie de Facebook, Instagram, Twitter
da vida. Primeiras interatividades virtuais com gente de todo o mundo.
Numa
das visitas ao provedor, que era o Flogão.com – ou algo assim –, vi a foto de
uma garota. Pose sensualississíssima! Sorriso bonito de xix! A sensualidade de sua beleza me-comoveu – e como! Mas os
comentários para essa foto eram muito chulos, cheios de grosseria. Logo daquela
foto, em que a garota se-esforçava por congelar aquela ação estética.
Completamente extático fiquei. E fiquei indignado com os comentários grosseiros.
E tive de gozar um poema pra sublimar aquela raiva. Veio.
A
foto foi. Nunca mais a-localizei. E vai que me-deparo com essa pose numa outra
garota, num outro provedor de sítios individuais, o Facebook do Kenard. E tive
de me-aproveitar dela e regozar em regozijo o mesmo poema.
Vem.
onde a mulher-foto do Flog pôs a pose em 180º
de fogo
a
bailarina a br
e reta
o ponto.com...
passo: vem à baila da tela abalar
os passos
desse Eros em ângulo forte sexo (e bélico)
o riso
aberto (em gozo bem grego)
os seios
semicobertos (cimos brasileiros)
uma
estátua completa em estática ação estética...
e o
coração bomba de aliteração (tuns tantãs)
e corpo
dispara órgão o sangue em função (lava)
e-mais: e
o cérebro ativo prazer sentido grava... ação!
(Navegando sítio uma proximidade
distante clic.)
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
UNS AIS DO SOCIAL
I
um Piaga do mar doce arma seta
dispara por um Poeta
esta tribo(dos sete terreiros do rio)
(num espaço do presente) é estado de riso
para alguns indivíduos da nação (ô povo pobre!)
entanto ela ainda continua rindo (risos)
anda primo humano brasílico (milenar nativo)
como gravado nas pedras (de linhagem... esses livros)
e por tal vida (vinda grande nação Tabajara!)
deixa-se vestígios nas telas desta terra (vivo grafito)
para firmar o seu local universal (esse mundo de sítios)
(Bem daqui, de
Piaguí... e daí?)
II
onde é duro ver ou vir a
o terreiro do casebre
dá a luz do dia
a crianças nuas
brincando de ambulantes
vendedores de fruta ou verdura
não de bugigangas de Taiwan ou China:
olha o tomate! olha a cebola! olha a uva!
à noite suja em redes limpas do digno
dormem o sono das injustiças tranquilas
depois crescidas na lida de cada dia
a manhã les-desenha como hino
outro novo pregão antigo
de infante miséria na vila
(Numa Terra carente
de Justiça.)
III
pelos tetos ou
sem-teto que não têm milho nem feijão sem arroz: essas cruas vias
ao nativo que
teve seu milho
passado adiante
bem comerciante
em lata conservado
soro caseiro investimento
em supermarcantes mercados
– a esse nosso primo pai nativo –
este grito líquido sem o lucro devido:
se rumina pois o poeta o tachar bom
o milho & lambe depois os beiços rindo
comido todo o amido como cliente do produto
ele sente porém um desgosto dos milhões (males!)
a morrer de fome em face de humanidade sem migalhas
em frente do milharal de rango (aos milhares!)
a haver no mundo-comida dos melhores
e este poema (comido!) não
enche a barriga de seo ninga!
(Onde as mãos não
aram; palavram.)
IV
nascente em curso de morte
desmatada*
aguazul
plic!
ploc!
bate
ndo
es
cor
regando
planta e
dança e
pedra
os peixes
sr.
caramujo e
outras
espécies e vem
um
barco-folha ambiente
em meio
ao transparente
líquido num veio dessa
mata
virgem – e vivem...
...
todavia o enlatado
cano
esgoto surje e
engarrafada a morte
desmata e vaza
às taças das
calhas
em que o
peixe-barco
– nau trágica –
navega outro inferno:
e a água
foi suja de humanos seres urbanos
(Em Teresina, fluindo até São Paulo; antes, passando por Minas.)
_________________________________
* A Ana Rosa, uma mestra minha, com quem estudei em espaço de Dias.
V
salve concreto essa selva
humana
são Paulos
Joões
ou Zés
e vão
e quase não
vêm...
veem?
navegam noutros navios negreiros... não?
se ainda a caminho do que
não estaca a obra concreta armada
de novo esses homens-chico (não chiques)
sob o sol nada novo da ficção dos edifícios
ajudam com outro engenho a construir
esta ação capital expressa em luxo de signos
para o avesso do lucro de extensas listas
rol da primeira avenida
a dirigir a vida indigente
a digeri-la a preço de custo
sem tempo pro sono dos injustiços
(Duma concreta São
Paulo até verde Teresina.)
V I
onde humano contribui para uma escrita poesia terrena
no bairro Primavera... algum cidadão ágrafo
já em Bagdá... atiradores por elite contra os livros
contudo na Georgia ianque...
muitas mortes negras ontem
na Inglaterra sherlockiana... vítimas estrangeiras por engano
pois nas Áfricas famintas... crianças raptadas para pegar das
armas
mastambém no Ocidente doente... desenganados contra o sistema
no fim do mundo... o nosso humano estar
posto na Lua... o olho rico da tecnologia
enquanto na Terra... tantos ainda de fome
(Neste planeta, a
olhar pras nossas terras.)
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Numa mesa aonde só pode estar quem tiver mais de 18 poemas
colou-se-colar
ao s ped aços n oBA Ring lês
o homem bebe do barro às químicas terrenas
e-tenta-se-inteirar-do-jogo-da-dama-de-espadas
a lançar golpes tais metáforas
a fim de ganhar das cartas da gata (agora copas)
o grande prêmio da jogada cantada: o sim resposta e não o nada
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano. Teresina: Nova Aliança, 2009.)
segunda-feira, 10 de junho de 2013
De Teresina até o Rio, via Áfricas
Lembra o Bandeira de um Poema tirado de uma notícia de jornal?
Apois, que ele leu, de fato, alguma notícia para compor o seu poema, disso não tenho
dúvida, porquanto foi assim que nasceu um poema em mim, em meados da década de 1990, nessa
aparições que todo artista tem com a sua arte, ao assistir a uma reportagem da
TV Globo a respeito de cólera em um campo de refugiados.
Era acerca da África a
reportagem, aliás, era lá que estava o repórter entrevistando um carioca a servir de voluntário para as tropas da ONU, em Ruanda, nos campos de
refugiados Quibumba I e Quibumba II. Ele
se-queixava, mesmo “fazendo a sua parte”, de que as autoridades locais – não
me-lembro se Ruanda a essa época estava travando uma guerra civil ou coisa
desaparecida – não estavam comprometidas em resolver os conflitos, mas sim em
deixar-se corromper, surripiando a maior parte da ajuda humanitária prestada
por outros países. Nada de novo pra nós, os brasileiros, já que, em nosso país,
embolsar verba pública é “tradição”: o verdadeiro “jeitinho brasileiro”!
Ou alguém, nesse mesmo espaço
(o de ganhar dinheiro com a desgraça dos outros), está esquecendo o que houve
com a região serrana do Rio de Janeiro há alguns anos? Públicos agentes
corrutos! FDPs! Dizem as más línguas que até a Fundação Roberto Marinho
se-envolveu em desvios de verbas dessas enchentes. Dinheiro sujo, enlameado
mesmo! “Isso é uma vergonha!” – repercute o Casoy, com mais esse caso. E ainda vemos o vídeo...
Poisbem, o carioca da
entrevista se-queixava disso, de “fazer a sua parte” enquanto outros estavam
sendo desonestos com todo aquele povo sofrido, sofrendo com cólera – a doença,
pois a raiva intensa estava desacordada. E, por conta disso, nós também
preferiríamos um chopinho, no Leblon, perto da Farmácia Piauí, em frente ao
mar, como o-queria o carioca. Ah, um futebolzinho na praia. Futebol de praia;
que mané “de areia”! A Globo acaso é dona da língua? “Futebol de areia”
me-passa um passe errado, um tijolo! E daí, se onde houver a partida ou a
competição não tiver praia? E daí? Queria o carioca um futebolzinho de praia.
Apois, queria o carioca o sossego timaiano, porque se-empregar em ajudar o
mundo é dever que faz sentir a gente o desprezível do humano, das atitudes não
solidárias, egoístas de carteirinha.
Oxalá protejam os que
necessitam de ajuda! Ogum os-defenda! Que Nanã os-nane em “berço esplêndido”
realmente. Nada desse idealismo de nossas leis (é lindo no papel, mas não têm
papel algum!), nada de trair nossos irmãos de dentro de nossas tribos! Nada de
subserviência aos senhores das guerras étnicas eteceteras e mais eteceteras...
Vai, poema...
onde
se-reporta a um fato refugiado em dois campos na África
Quibumba um
Quibumba dois
Ruanda... uh!
vala comum
sobre a nutrição
de seus protegidos
pesam os esforços
das forças da ONU
mas o voluntário
em tom brasileiro
– fala entrevistada
mastigando um samba –
tá pedindo arrego
cansado de fome
de vergonha & homens
quer vir pro Leblon
bem ali ao lado
da Farmácia Piauí
tomar um chopinho
somente unzinhos
com fome de bola
driblando as Áfricas
e as suas cóleras
que tanto assolam
mas bem mais cruéis
tantos governantes
nem sequer as-olham
porque não importam
e isso que o repórter
diz ali-outrora
não é nada novo
pras fomes no solo
sujeitos pras leis
sujeitos do resto
sujeitos a tais pestes
por vias satélites
por desvios de verba
incompetências guerras
negras Áfricas falecem
aos sons destes versos
quarta-feira, 8 de maio de 2013
FILHEI, PLANTARVORIZEI E LIVRESCREVI (VIVAS!): E VIVAMOS A VIDA VIVA, VIVOS!
o sentir mundano dum humano o seu mundo
neste estado
neste exato espaço andante
caminho meio caminho (à vida estando)
com perdas pedras ou máquinas do mundo
pegado nas mãos de Carlos & Luíses & Dantes
bem lento o passo... possa-o tal eu-poeta
ocupar de sentidos mil estes campos
e pelos cantos iniciar outros meios
meios sem fim (não definitivos)
mas enfim meios definidos
registros em terreno escrito
o onde de estar ser humano
em cenas vidas poemas aqui
perambulando ambientes
infernos gentis paraísos
a linhar alimento devido
à fome do antílirico
desses mundos
pelas vidas
em curso
rumos
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano, 2009-2013.)
quarta-feira, 27 de março de 2013
EM TEMPO: EM TEMPLOS DE MACEDOS, SANTIAGOS E FELICIANOS
Imagem: arquivo Google
“O deus deles era um cachorro!” – disse e foi ao culto o bispo
orar (sem cacofonia: com economia!)
Em campos mais distantes antigos
os pastores ainda não eram metáforas –
digo –
apascentavam sim ovelha bode cabra
outros bichos
Mas aqui nestes sítios gravo tais
poréns:
depois de tangidos anos em rebanhos de
cem
graves em igrejas & multimídias
essas figuras vêm
pregando falso às testemunhas (réus!)
julgando mal até o egípcio Anúbis (um
Deus!)
sendo eles mau chacal não pro povo do
Nilo: pro seu!
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano.
Teresina: Nova Aliança, 2009.)
quinta-feira, 21 de março de 2013
"TUPI OR NOT TUPI: THAT'S THE QUESTION!"
Imagem: arquivo Google
A rainha foi ou não foi ao teatro assistir à tragédia? - pergunta a rir (encantado) o sapo (da plateia) - depois a fala beijada
- Estou aqui
cenando o ser ou não
ser humano príncipe
mastambém mendigo:
quero mais vida (ação!)
masporém comédia... please!
(Estando humano onde, em Teresina ou em Londres.)
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano. Teresina: Nova aliança, 2009.)
sábado, 9 de março de 2013
GATO ESCREVINHADO NÃO TEM MEDO DE POESIA
Imagem: arquivo Google
quase-haicai com título tirado de um balaio
em seu solo o gato
e esse novelo (cem nós!)
sempre serão novos
(Na ilha de São Luís, não na de Creta.)
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano. Teresina: Nova Aliança, 2009.)
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
EM LUÍS CORREIA, SEM CORRERIA...
Solitude, a photo from Piauí (www.trekearth.com)
a mar
um mar anseia outra nau
em cios & silvos: vivo amante
em tormenta... estando em movimento
marés ventos sons-violência entanto
no então amar vazando bem raso no chalé
sal cantando nas vozes superfícies do profundo
que assim navegando sem evasão -
corpos ocupados de ondes - mergulham
no maravilhoso dos sentires humanos amando
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano. Tersina: Nova Aliança, 2009.)
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
RÉQUIEM À FORMIGA MORTA PELO POEMA
Imagem: arquivo Google
Fábula de mesa sem uma redenção
mais lírica
Formiguinha
que me-cruzou a linha
e
a de poetas a escrever devagarinho
a
desenlinhar do animal as humanas vidas
como
andasses por minha folha ex-branca
como
fizeste nesses textos tantos
o
teu corpinho negro me-fez branco
pálido
ao constatar tua pressa
mais
que a minha (dias antes)
e
mais que constatar foi que depressa
senti
por ti certo lirismo terno (como poeta)
e
até pensei incrédulo que tu não és tão má
quanto
o fabulista te-pintou eterna (que pena!)
Mas
rápido não tardo a ler tuas trágicas cenas
na
experiência à cadeia dum saber aberta
experta
contra a infecção às centenas
de
milhares de milhões que tu geras
como
no ataque a nossa comida... sua esperta!
Observa
minha cisma acima: não és mais terna!
Agora-onde
mesmo que te-sigo às pressas
com
um olhar a arranhar com garras (guerra!)
se
te-segue em disparada no papel não tela
traçando
linhas nem sempre cegas mas
que
ver tua alma budista não conseguem
no
aquiagora do texto crescendo tensas
na
direção não traçada por ti pois verso
onde
está o antilírico com a humana graça
do
viver em ciência: gaio a cantar espaços
às
gentes pelos mundos de um mundo
como
antes do princípio destes versos
em
que duvidava: mato-te-poemo?
Não...
como outro bruxo também creio: melhor seria
se
tal borboleta não me-tivesses alegorizado a linha:
são
a tua morte estes versinhos!
(Em
um formigueiro de uma formiga só.)
sábado, 2 de fevereiro de 2013
A TI, MEUS OLHOS
Foto: Suzy Reis.
Àquela mulher*
Ris
alva
mente
ris...
que bela cena!
ante
a mim homem antigo do planeta Terra
ente
distant e epróximo do que era
lá-ontem
aqui-hoje
vem
cá ver na tela deste trabalho poema
os
riscos de quem sente que sem ti
estes
pensar tocar inspirar beber ouvir ou ver
sós
não
seriam complet...
os:
tenho
do quanto irradias: CORpo... deLEITE... mENTE
porisso
primitivo – enquanto tento f i l
t r
a
r
o
que me-delicia –
sinto
de ti o que alimenta viver sentidos
dando
sabor à vida de estar sendo pro criar
este
teu riso humano em cena
ris
e
pracontigo rio...
(Em
Osasco, entre minha Teresina e a dela.)
______________________________________
· *A Risalva, com quem vivo do pré-pré ao pós-pós, como Reis.
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