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domingo, 31 de dezembro de 2017

DELEITURAS LÍRICAS



Haicai no balaio

Essa gata (sem alarde)
está pisando um caminho
contrário ao de Ariadne.


Luiz F. de Oliveira

DELEITURAS LÍRICAS


AULA DE RIO
Pescador de carteirinha -
nada de carteiradas!!! -,
ele é de antigo escol:
a do anzol e vara - nada
de redes ou tarrafas!!! -,
doutros bancos de escola...
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FOTO: LFO. Ramoca, pescador das Tabocas do rio Parnaíba, em Teresina. 2017.

DELEITURAS LÍRICAS


V

O perigo é a piranha

pirar na batatinha de
pirão vegetariano...




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Foto-poema: LFO

DELEITURAS LÍRICAS


IV

Rabo de peixe
com um rabo de saia
rabo de foguete...


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Foto-poema: LFO

DELEITURAS LÍRICAS


III

Caudaloso, o rio
se-barbatana num caldo
de cauda de peixe cerâmico...




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Foto-poema: LFO

DELEITURAS LÍRICAS



II

Morro pela boca,
pela minha mão em língua;
quando escrevo Poti, rio...




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Foto-poema: LFO

DELEITURAS LÍRICAS



I

O Parnaíba me-espia
com um olho de peixe vivo,
e me-azulejo espinha...

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Fotepoema: LFO

domingo, 31 de julho de 2016

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Anjos Erguidos

Foto: Luiz F. de Oliveira

JULGADO PECADO EM JOGO


Dois anjos terreais


auréolas de neon no chão escuro


após o céu por vias escusas


(Luiz Filho de Oliveira)



segunda-feira, 31 de agosto de 2015


Sabor frutodo macio

Espera; a pera
não é áspera,
é serena ela.


(Luiz Filho de Oliveira)


quarta-feira, 11 de março de 2015

É cachorro, mas é meu amigo...

Foto: Luiz Filho de Oliveira


Cantiga do Amigo do Cão

Espécimes de espécies,
nossa vassalagem amigosa
vem de cavernas, onde gravei
nossos nomes em paredes;
histórias  desenhadescritas
sobre ancestral papiro,
sobrenatural bem divino
o qual encantou, Amigo,
o rito do mar de signos,
estes, a cantar (grito-o!)
tal poeta pelo mundo
o amigável Canis Lupus,
um parente de Anúbis.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

POEMA-PILULADO

Foto: Luiz Filho de Oliveira


POESIA MANIPULADA TERESINA 

No Porenquanto, 
a Lua é um farol 
de um avião doido 
que vem contramão, 
céu azul em nós velozes 
a fim de aviar esta ação: 
um poema em gotas 
pra nos-remediar as vozes.


LUIZ FILHO DE OLIVEIRA


sexta-feira, 4 de abril de 2014

IDENTIDADE COM A LÍNGUA ALIENÍGENA




Poema é o nome do Poeta

Luiz é o latino Ludovicus
(portugálico medievalescrito);
do francês vem o Francisco;
a Oliveira é a que dá azeite;
o Filho? Tradição escritantiga:
Mendes, os filhos de Mem;
Fernandes, de Fernando os filhos;
e, ainda sobre nomes, segundo ditam,
os Segundos, Sétimos – Enésimos! –;
Netos, Juniores, Primos, Sobrinhos...

Nomes da língua que se-inscrevem aqui,
neste quadro que escritura a poesia...


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Deleituras Líricas.WEB: 2014.)




quarta-feira, 23 de novembro de 2011

CARDÁPIO DO TERRENO DA POESIA




Para colher de colher

um poeta contra
a fome de letras planta
outro poema no planeta

(Luiz Filho de Oliveira. Deleituras  para Comer na Rua, 2011.)



sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Um poeta por um desenho: um poema...

 O autor, por Paulo Maia


ao escrever (a você)


 I



sou

quem

suo





II



suo

a poesia

sua



(Luiz Filho de Oliveira. Deleituras Líricas, 2011.) 

sábado, 13 de agosto de 2011

Três poemas de um novo escritor das antigas



A tela de barro escreveu-se líquido cristal

A pegada
é cuneiforme?
Então, vai, acunha!


novivíssimo escrito do antigo

o escriba egípcio hoje
bem nesta tela com pixels
com esse estilete teclescreve

seu papel (antigo)
rasga ritos & passagens
para esta página líquida   





desmente o trabalho manual da mente

o estilo
ainda nas mãos está 
gravando outras páginas mesmas:

argila, metais, pergaminho, pedras,
papiro, papel (do Nilo),
eletrônica tela...

nelas,
tanta linguagem: sons,
e palavras mil, poemas, imagens...



segunda-feira, 22 de março de 2010

Mais valem dois poemas na tela da Terra do que duas aves voando sem chão



Solos da manhã sem Sol abrasador em Teresina

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Em português é mesmo isto:
se o bem-te-vi, vezes seguidas,
mal sentado me-vir sozinho aqui,
repetirá bem estridente seu hino
a plenos pulmões tão pequenos
(que não foi deus porra nenhuma
que criou tal corpo complexíssimo!).
Acredito sim, diz a mim: bem me-viu.

Às voltas então com a minha língua,
em outro galho da árvore vizinha,
incontinenti sola a rola pequenina
fazendo-me ouvir, como na fazenda,
as coivaras das queimadas apagando.
Alvíssaras a quem ouvir teu canto
nesta terrinha, para nós, tão grande,
pelo poema ecoando-se gigante.



Num canto maior à tarde um poeta vida uma ave


Primavera em maio
meu bairro exala um canto
e eu canto outra Fênix


Do ninho no galho
da árvore a ave canta
e encanta nova mente:


Fogo apagou! (cinzas)
Fogo apagou! (ChiSpaS)
Fogo apagou! (VIDA)





(À mesa do quarto, na cidade abaixo do universo.)