quinta-feira, 26 de novembro de 2015

É de lá esta lama



Foto: www.cristalvox.com.br./nov/ 2015.



A blogar uma carta satírica de Vila Rica a tristes Brasílias

Ó Cláudio, Tomás, Doroteu, Critilo,
minhas saudações, ainda que tardias!
Cumpre a mim refletir o mal vivido
nesta missiva, que ao povo analisa,
novamente, as cenas, se pôr digo
tal pena moderna-pós, o teclado,
no mal que não vem de Chile, de fato;
a glosar este mote, teclo à Rede e
“sei que o que les-escrevo são verdades
e que vêm muito bem ao nosso caso”.

As peripécias, as mesmas, caríssimos,
e, Poeta, com meu vício, teclo às páginas
dos grandes do país e dos pequenos
os casos do mal vivido, na intriga:
a putinha ainda dá a justo soldo e,
nua, ela continua bem vestida;
os religiosos (gozosos) devoram
homens, mulheres, meninos, meninas;
os governantes, públicos agentes,
comerciantes, policiam incestos,
que mantêm com a enxerga da justiça!

Também não poderiam ser diferentes
as consequências que provêm disso:
o avesso é, sim, excelente exemplo!
Por que não le-apresentar, pois tão caro?
É certo que nem todos têm os olhos
que um Tomé teve pra ver de perto:
o poder de milícia à Vila Rica
hoje é política, Critilo – sério! –,
já que a pizza dos deputados é
prato cheio prouto golpe, Senado!

Tudo caminha prum mesmo lugar;
se o dinheiro vem do cofre, bem sujo – 
“Tá branco, lavadas verdinhas banco:
governo é injustiça; um homem, dinheiro!” –
e, se a milícia corrupta hoje no país
coage o povo como antes, isso faz
parte desses negócios com os ternos.
De fato: a força força a porta, o muro!
Sempre foram aptos ao optar os corruptos
pelas finíssimas mãos fidindignas!

E mais: quais religiosos conseguem –
quem sabe a punhetas ou outras técnicas –
ficar sem fazer delícias com o sexo
pelo tempo que dizem amar seus deuses?
Aqui, padres, pastores, pais de santo
comem seu rebanho até em seus templos,
o que hoje é fácil de provar, exemplos
há tantos,  prova gravada: movimento!
Ah! mulheres, o de sempre: conventres
cobertos em catre santo, fazendo...

Que esses agentes, públicos, privados,
sagrados, laicos, reais, literários,
sejam o que devem ser neste espetáculo;
visto que este texto está a gravá-los
vestidos de improviso fora do ato.
Sabem os grandes, meus Cláudio e Tomás,
que o público da informática máquina,
não rechaça a chance de gravar,
seja de Paços, gabinetes, pastas,
tantas cenas de ilícitos cortadas.

Apois, não apostem se uma postagem
não pode escrevinhar a imagem sua,
ou se uma dessas câmeras não grava
seus truques por vídeos ou fotográficas
imagens vivas em voz telefônica,
“que dessas insolências que les-conto
não só pode ver quem mora no Chile”:
a Rede toda assiste, lê, responde.
Salve esses parentes da carta anônima,
que ora incitam tristes Brasílias de hoje!

(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: 2015.)


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Poema postado como fotográfico







Não desçam mais, não-décimas; fiquem nesta!


Minha vovó-amiga, não vou vaiar a
vossa vida de poucas imagens – eu mesmo,
que a lápis este poema não mais escrevo –;
não, e não vou gravar, na minha máquina,
a fotografia desse passado ícone, mágico, pois
clico, hoje, que, nesses instantes rápidos, as
minhas virtuais amizades possuem postadas
mais fotos do que toda a vossa família cria
ser possível, num álbum, regisTRÁ-LHAS!

Vós sabíeis, vó, que a vossa memória era o palco,
onde essas vossas lembranças desfilavam, qual
o filme mágico que a vós foi apresentado; mas
em minha cerebralma está a vossa imagem gravada
com as películas que não mais são físicas, mas
que são mais duráveis do que essas amizades,
que não chegam a anos de vida, pois descartáveis
e pouco sensíveis a esses fatos passados, vó. Não vaio.
Eu vou vos-seguindo a vibe de estar convosco conectado.



(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA)

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Anjos Erguidos

Foto: Luiz F. de Oliveira

JULGADO PECADO EM JOGO


Dois anjos terreais


auréolas de neon no chão escuro


após o céu por vias escusas


(Luiz Filho de Oliveira)



segunda-feira, 31 de agosto de 2015


Sabor frutodo macio

Espera; a pera
não é áspera,
é serena ela.


(Luiz Filho de Oliveira)


terça-feira, 11 de agosto de 2015

INFERNÉTICA POSTADA



O Grito. Edvard Munch

Assexuada postagem ao arroto do planeta

Aquele vagido tão agudo
não foi por nenhuma vagina,
tampouco por imperfeitas rimas
ou mesmo trocadilhos chulos,

que aquele quem que gritou tal queixume,
um Poeta, lastima das gentes deste terreal mundo
o soberboso ato do ser: o querer todo de tudo,
em outro sensaber (sem poder!) que diz muito!

(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: 2015.)


sexta-feira, 31 de julho de 2015

AMOR, NÃO ESTRANHA ESSE AMOR ESTRANHO!




Deslize das mãos pro ralo das telas do mundo

Vem cá, guria, vem! Vem cá!
Quem tu pensa que tu é, a dama?
Tá querendo guardar essas cenas pra quê?
Tá pensando que é o quê, uma santa?
Pois veja que este pau não é oco, não.
Ação, não hipocrisia, sua rainha!

Vocês viram a cara dela? De Amor estranho!
Ela fala em processos sem vergonha, hém?!
Estranho-ela: passiva não permissiva.
Entanto uma reputação em close, Sabonetinho,
não há como apagar das telas infernéticas!
Compartilhar é um vírus a cliques...
Para ela, tudo! Toda, ela nua,
fotografias proibidas de revista,
dinheiro suado, sobre a cama; sob
câmera: corpinho despido, minúscula.
Visto pelos Estados Unidos, baixinho,
essa película le-negou este rainha.

Que pobre fodido não faria a cena ilícita?
Os camelôs que vendem CDs piratas sabem disso.
Os hackers que vendem online também sabem disso.
Um quarto. Uma loura levada. Um menino.
Uma cama. Os seios, como graais gentios,
fitam do baixinho os lábios. Sucessonhos:
A loirinha seduzida pelo filme oportuníssimo.
A carreira le-sorri como uma puta d’esquina.
E esse gosto feito gozo cru (não, maduro),
mesmo que de ficção enfeitado,
foi gravado pelo cérebro, baixinho,
dentro da cabeça de um pênis-menino.
Que iniciação a sexo grande, gente!

Foi à missa ou foi mais filmar
o garotinho que foi assanhado?
Já que le-ensinaram isso antes,
lá foi ele (câmera!) à cama-cinema.
Quem é que não saiu bem na fita?
Quem não curte as cenas do filme?
Pra que se-arrenpender dessa arte?
Nada vai apagar os vídeos com
                              part
                                   ...ilhados.


domingo, 31 de maio de 2015

Joões (Manés?) que metralham a grana



Quadrilha, Brasil!

A Corte a fidalgos ofereceu privilégios,
os quais tiveram de submeter os da terra;
os que favoreciam ou prejudicavam comerciantes,
aqueles que venderam sua mãe e até gente,
que, escravizada, lutou contra uns coronéis,
que encabrestaram milhões de votos-vinténs,
os quais elegeram tantos políticos canalhas,
que sobreviveram desde a primeira república,
que gerou uma corruptora oligarquia agrária,
aquela que levou ao poder um grande Getúlio,
que foi eleito por meio de eleitoral corrupção,
que se-difundiu em Brasília desda fundação,
aquela que é a mãe de todos os esquemas,
que desapareceram nos porões da ditadura,
que ensinou essa tática a todos os partidos,
aqueles que têm os principais ministros,
que não podem esconder do presidente,

que, de-migué, não sabe de nada, inocente!