quinta-feira, 10 de setembro de 2015
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
terça-feira, 11 de agosto de 2015
INFERNÉTICA POSTADA
![]() |
| O Grito. Edvard Munch |
Assexuada postagem ao arroto do planeta
Aquele
vagido tão agudo
não
foi por nenhuma vagina,
tampouco
por imperfeitas rimas
ou
mesmo trocadilhos chulos,
que
aquele quem que gritou tal queixume,
um
Poeta, lastima das gentes deste terreal mundo
o
soberboso ato do ser: o querer todo de tudo,
em
outro sensaber (sem poder!) que diz muito!
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: 2015.)
sexta-feira, 31 de julho de 2015
AMOR, NÃO ESTRANHA ESSE AMOR ESTRANHO!
Deslize das mãos pro ralo das telas do
mundo
Vem cá, guria, vem! Vem cá!
Quem tu pensa que tu é, a dama?
Tá querendo guardar essas cenas pra quê?
Tá pensando que é o quê, uma santa?
Pois veja que este pau não é oco, não.
– Ação, não hipocrisia, sua rainha!
Vocês viram a cara dela? De Amor estranho!
Ela fala em processos sem vergonha, hém?!
Estranho-ela: passiva
não permissiva.
Entanto uma reputação em close,
Sabonetinho,
não há como apagar das telas infernéticas!
Compartilhar é um vírus a cliques...
Para ela, tudo! Toda, ela nua,
fotografias proibidas de revista,
dinheiro suado, sobre a cama; sob
câmera: corpinho despido, minúscula.
Visto pelos Estados Unidos, baixinho,
essa película le-negou este rainha.
Que pobre fodido não faria a cena ilícita?
Os camelôs que vendem CDs piratas sabem
disso.
Os hackers
que vendem online também sabem disso.
Um quarto. Uma loura levada. Um menino.
Uma cama. Os seios, como graais gentios,
fitam do baixinho os lábios. Sucessonhos:
A loirinha seduzida pelo filme
oportuníssimo.
A carreira le-sorri como uma puta d’esquina.
E esse gosto feito gozo cru (não, maduro),
mesmo que de ficção enfeitado,
foi gravado pelo cérebro, baixinho,
dentro da cabeça de um pênis-menino.
Que iniciação a sexo grande, gente!
Foi à missa ou foi mais filmar
o garotinho que foi assanhado?
Já que le-ensinaram isso antes,
lá foi ele (câmera!) à cama-cinema.
Quem é que não saiu bem na fita?
Quem não curte as cenas do filme?
Pra que se-arrenpender dessa arte?
Nada vai apagar os vídeos com
part
...ilhados.
domingo, 31 de maio de 2015
Joões (Manés?) que metralham a grana
![]() |
Quadrilha,
Brasil!
A Corte a fidalgos ofereceu
privilégios,
os quais tiveram de submeter
os da terra;
os que favoreciam ou
prejudicavam comerciantes,
aqueles que venderam sua mãe
e até gente,
que, escravizada, lutou
contra uns coronéis,
que encabrestaram milhões de
votos-vinténs,
os quais elegeram tantos
políticos canalhas,
que sobreviveram desde a
primeira república,
que gerou uma corruptora
oligarquia agrária,
aquela que levou ao poder um
grande Getúlio,
que foi eleito por meio de
eleitoral corrupção,
que se-difundiu em Brasília
desda fundação,
aquela que é a mãe de todos
os esquemas,
que desapareceram nos porões
da ditadura,
que ensinou essa tática a
todos os partidos,
aqueles que têm os
principais ministros,
que não podem esconder do
presidente,
que, de-migué, não sabe de
nada, inocente!
terça-feira, 21 de abril de 2015
O POEMA SAMBA
Saudade
Saudade! Olhar de minha mãe rezando
e o pranto lento deslizando em fio.
Saudade! Amor da minha terra... O rio
cantigas de águas claras soluçando.
e o pranto lento deslizando em fio.
Saudade! Amor da minha terra... O rio
cantigas de águas claras soluçando.
Noites de junho... O caboré com frio,
ao luar, sobre o arvoredo, piando, piando...
E, ao vento, as folhas lívidas cantando
a saudade imortal de um sol de estio.
ao luar, sobre o arvoredo, piando, piando...
E, ao vento, as folhas lívidas cantando
a saudade imortal de um sol de estio.
Saudade! Asa de dor do pensamento!
Gemidos vãos de canaviais ao vento...
As mortalhas da névoa sobre a serra.
Gemidos vãos de canaviais ao vento...
As mortalhas da névoa sobre a serra.
Saudade! O Parnaíba, Velho Monge,
as barbas brancas alongando e, ao longe,
o mugido dos bois da minha terra.
as barbas brancas alongando e, ao longe,
o mugido dos bois da minha terra.
Da Costa e Silva
quinta-feira, 16 de abril de 2015
POEMAS DE VERDADE
Angu
do Brasil
Num restaurante do Rio,
Perdigão não era marca
de produtos tipo frios,
era onde se-produzia
o “cheiro do queijo”,
o produto quente
da ditadura do Brasil.
Restaurante onde
se-preparavam os pratos
pra serem servidos frios,
em vendeta de milicos.
Com o apoio da TV Bobo,
atores, diretores e o dono
armaram seu teatrozinho
pra impressionar o público.
Ah, canalhas! E acreditou-se
que os atentados vinham
da esquerda, quando a direita
o rosto do povo socava!
Essa Guerra Suja não vai
ficar sem memória, não!
Não mais elétricos choques,
só choque de consciência...
%#*!!¨&%$¨#!$#@$%$;¨¨&$*%$*¨;&$%%¨;$&¨$¨&¨$$@%)
Casa da Morte
No Rio, em
Petrópolis,
na Rua Arthur
Barbosa,
num morro de Caxambu,
houve uma Casa da
Morte.
Era uma casa bem
disfarçada,
não tinha poema, só
tinha bala;
ninguém saía vivo
dela não,
porque, na Casa do
alemão,
os brasileiros, além
de presos,
eram torturados pelo
desprezo
de “doutores” em
operação militar
que estavam ali para
os-matar
ou transformá-los em
infiltrados
depois de muito bem
trabalhados:
doutores Bruno,
Nagib, Ubirajara,
Teixeira, César, Pepe
e Diablo
ditavam a
conveniência da Casa
contra as pessoas
trucidadas.
Mas, não tarde, Inês
não foi morta
e dos segredos da
Casa abriu a porta!
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: 2015.)
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