sábado, 2 de abril de 2016
quinta-feira, 24 de março de 2016
É SODA!
Fake in Brazil
Há água na água de coco engarrafada;
milho, no café e na cerveja de casa;
no leite, não só água, soda cáustica!
As bebidas (do uísque à cachaça!), batizadas;
as camisas (muitas marcas!), piratas;
a justiça, a política, de-nelson, de nada.
Há povo há muito tempo enganado
por muitas gentes e anos de trapaça;
é o que por muitos aquis ainda grassa.
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. Editora Penalux: Guaratinguetá, 2016.)
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
domingo, 31 de janeiro de 2016
Chupa, Poeta!
Se
a boca age para beijar bocetas,
ela
foge dos antigos à tradição,
Poeta,
pois chupar esses conos não
era
o que tu gozavas como petas!
Como
o-sabes, tua foda lisboeta,
depois
de passares pelo Nicola,
só
ocorreu com disparos da pistola
que
tu apontavas pra uma greta!
Crê-se
que, nas fodais recreações
das
antigas, talvez fosse algum nojo
que
afastasse de conos os manganões,
como
tu; já beijar clitóris, hoje,
Elmano,
não acumula senões,
senão
fazer à xana orgasmo em gozo!
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA, Das Bocadas Infernéticas, Guaratinguetá: Editora Penalux, 2016.)
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*A Glauco, o desarauto da poesia fescenina no Brasil urbano, litorâneo & Mattoso.
*A Glauco, o desarauto da poesia fescenina no Brasil urbano, litorâneo & Mattoso.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
domingo, 20 de dezembro de 2015
Infernética
#PoéticaGozadaEntrelinha
Mesmo que não le-orgasme,
o Poeta é um seu parceiro
no leito destas páginas.
Foi bom pra você? Será?
Ele, menos cedo ou mais tarde,
quente, tocará nessas
partes.
Excitando a verso vulgares
falares contra o jugo da
canalha, ele
quer prazer ao leitor o que ora
les-caralha.
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: 2015.)
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
É de lá esta lama
![]() |
| Foto: www.cristalvox.com.br./nov/ 2015. |
A
blogar uma carta satírica de Vila Rica a tristes Brasílias
Ó Cláudio, Tomás,
Doroteu, Critilo,
minhas saudações,
ainda que tardias!
Cumpre a mim
refletir o mal vivido
nesta missiva, que
ao povo analisa,
novamente, as
cenas, se pôr digo
tal pena
moderna-pós, o teclado,
no mal que não vem
de Chile, de fato;
a glosar este
mote, teclo à Rede e
“sei que o que
les-escrevo são verdades
e que vêm muito
bem ao nosso caso”.
As peripécias, as
mesmas, caríssimos,
e, Poeta, com meu
vício, teclo às páginas
dos grandes do
país e dos pequenos
os casos do mal
vivido, na intriga:
a putinha ainda dá
a justo soldo e,
nua, ela continua
bem vestida;
os religiosos
(gozosos) devoram
homens, mulheres,
meninos, meninas;
os governantes,
públicos agentes,
comerciantes,
policiam incestos,
que mantêm com a
enxerga da justiça!
Também não
poderiam ser diferentes
as consequências
que provêm disso:
o avesso é, sim,
excelente exemplo!
Por que não le-apresentar,
pois tão caro?
É certo que nem
todos têm os olhos
que um Tomé teve
pra ver de perto:
o poder de milícia
à Vila Rica
hoje é política,
Critilo – sério! –,
já que a pizza dos
deputados é
prato
cheio prouto golpe, Senado!
Tudo
caminha prum mesmo lugar;
se o dinheiro vem
do cofre, bem sujo –
“Tá branco,
lavadas verdinhas banco:
governo é
injustiça; um homem, dinheiro!” –
e, se a milícia
corrupta hoje no país
coage
o povo como antes, isso faz
parte
desses negócios com os ternos.
De fato: a força
força a porta, o muro!
Sempre foram aptos
ao optar os corruptos
pelas finíssimas
mãos fidindignas!
E mais: quais
religiosos conseguem –
quem sabe a
punhetas ou outras técnicas –
ficar sem fazer
delícias com o sexo
pelo tempo que
dizem amar seus deuses?
Aqui, padres,
pastores, pais de santo
comem seu rebanho
até em seus templos,
o que hoje é fácil
de provar, exemplos
há tantos, prova gravada: movimento!
Ah! mulheres, o de
sempre: conventres
cobertos em catre
santo, fazendo...
Que esses agentes,
públicos, privados,
sagrados, laicos,
reais, literários,
sejam o que devem
ser neste espetáculo;
visto que este
texto está a gravá-los
vestidos de
improviso fora do ato.
Sabem os grandes,
meus Cláudio e Tomás,
que o público da
informática máquina,
não rechaça a
chance de gravar,
seja de Paços,
gabinetes, pastas,
tantas cenas de
ilícitos cortadas.
Apois,
não apostem se uma postagem
não
pode escrevinhar a imagem sua,
ou
se uma dessas câmeras não grava
seus
truques por vídeos ou fotográficas
imagens
vivas em voz telefônica,
“que
dessas insolências que les-conto
não
só pode ver quem mora no Chile”:
a
Rede toda assiste, lê, responde.
Salve
esses parentes da carta anônima,
que
ora incitam tristes Brasílias de hoje!
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: 2015.)
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Poema postado como fotográfico
Não desçam mais, não-décimas; fiquem nesta!
Minha vovó-amiga, não vou
vaiar a
vossa vida de poucas
imagens – eu mesmo,
que a lápis este poema não
mais escrevo –;
não, e não vou gravar, na
minha máquina,
a fotografia desse
passado ícone, mágico, pois
clico, hoje, que, nesses
instantes rápidos, as
minhas virtuais amizades
possuem postadas
mais fotos do que toda a
vossa família cria
ser possível, num álbum, regisTRÁ-LHAS!
Vós sabíeis, vó, que a
vossa memória era o palco,
onde essas vossas lembranças
desfilavam, qual
o filme mágico que a vós
foi apresentado; mas
em minha cerebralma está
a vossa imagem gravada
com as películas que não
mais são físicas, mas
que são mais duráveis do
que essas amizades,
que não chegam a anos de
vida, pois descartáveis
e pouco sensíveis a esses
fatos passados, vó. Não vaio.
Eu vou vos-seguindo a vibe de estar convosco conectado.
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA)
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