terça-feira, 7 de outubro de 2014

POEMA-PILULADO

Foto: Luiz Filho de Oliveira


POESIA MANIPULADA TERESINA 

No Porenquanto, 
a Lua é um farol 
de um avião doido 
que vem contramão, 
céu azul em nós velozes 
a fim de aviar esta ação: 
um poema em gotas 
pra nos-remediar as vozes.


LUIZ FILHO DE OLIVEIRA


sábado, 13 de setembro de 2014

ESTUPRO: ESTÚPIDO!

Imagem: arquivo Google

A imagem do crime testemunha na WEB via

O estuprador estuda a esquina.
O ataque é preciso;
ela, a-imobiliza.

É paralisante
assistir a esse vídeo;
o desprezo por esse tipo é vivo,

e faz a quem assiste
sentir a impotência do ser
agredida aquela mulher-vítima.

Como não cogitar a castração química,
ao menos, a esse canalha, que
a-força animalíssimo!

Ah, que a lei humana
le-espera de grades abertas, bandido:
companheiros de cela le-farão mulherzinha!



(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: 2014.)



domingo, 31 de agosto de 2014

Teclando o ódio...

Imagem: arquivo Google



What? (Zap!)

É rápido demais,
mais que esse clichê.
O vídeo é um vírus,
que envenena essa vida
a segundos mortais!

Ela, uma menina, ainda,
que aqueles garotos maus
exibiram em fones móveis
a toda amizade indesejável:
sucesso de compartilhamento;
comentários mil, aberrados;
humilhação instantânea;
deletada, mais uma seguida...

E... Zap! A vida escorrida
no chão, poção de sangue,
pelas mãos dessa gente
que adiciona o veneno
à vida dessas jovens
cruazinhas, sem tempero...

E não há tempo de resposta
para um estrangeiro:  What? What happend?
Teclando consigo: Too fast... Too fast...


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: 2014.)

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Das Bocadas Infernéticas

Imagem: arquivo Google


Poema control-cê-control-vedado duma rede de notícias infernéticas

No reino da macharada (que classe!),
a cio, não há filo entre machos;
nessa espécie de ordem animal,
há tanta posse sobre o sexo posto
que seu poder por fêmeas ainda é certo
indício de violenta guerra: macho oposto
mata macho fraco por elas – aposto!

“Mas eram homens das cavernas”,
escreve um cara numa Rede (post),
teclando ele mesmo esse crime
ao fazer atrito no Face (eita!),
uns comentários não aceitos
doutro cara, por uma mina.
Discussão em Rede, intrigas,
amigos inimigos de verdade;
tecla nenhuma virtualidade.

Não foram outros os comentários,
na velocidade do que é on-line.
No site oportunista, a postagem:
Comentário deleta comentário
depois da balada, em frente à boate.

É, difícil não dar em morte
esse velho poder de Xana,
                           de sexo.
De resto,
tudo isso são misteros
à macheza dos homens.



Poema confidencial & inibido

O anonimato é que é foda,
e este eu, que é anônimo Poeta,
que navega essa tal de WEB
com a mediocridade de poucos acessos,
não vai dizer que não se-incomoda
quando, em sítios, torpedos grátis,
e-mails ou msm desassinados,
le-enchem a paciência, o saco,
a escrever venenos com a língua morta,
viva de comentários falsos.

Tem ou não tem esse tal de fake
um maior valor do que o fuxico teve
numa comunidade armada em rede?
É ou não é aquela carta anônima
menos qu’essas mensagens eletrônicas,
que, velozes como todos os maus,
se-adiantam pra falar as intrigas
pra mostrar textos (a fotos & vídeos)
que são, pra endereços, o novo canal
da correspondência das gentes odiosa?

Casais que amaram a saída escondida
estão separados pelas imagens vazadas
do celular do amante irado da vítima.
As mensagens falsas no Face e no Twitter
são coladas às fotomontagens de inimigos
disfarçados, tipo esses virtuais amigos
que se-convidam a todos os sítios.
Os textos, então, teclados com fotos
são compartilhados em segundos
e  mal comentados por todo o mundo.

Todo o mundo é literal. (Outro comentário)


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: 2014.)


sexta-feira, 6 de junho de 2014

A SENHA É SANHA




Anton Balazh. Main air routes in Europe. 




Descreve o Poeta o que era naquele tempo os cliques em br de Brasília

Em cada sítio, um foda de um blogueiro
que a vida desses picaretas inferniza,
e a cada postagem dá ao mundo inteiro
o que pras leis não é considerado lícito!

Aquele hacker, bem orientado, o vídeo,
os sítios pessoais e o e-mail da Presidonça
captura, com informações ao estrangeiro.

Muitos sítios tão bem-avergonhados
exibem aos cliques o caralho desses da elite,
que riem a cair na infernet, deslavados!

Todos os que não postam, muito fodas.com, e
dos de Brasília as postagens compartilham!




(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: 2014.)


terça-feira, 29 de abril de 2014

Já vi esse filme!

Por Granizo Therehell, 2014.
Sétima arte, uma segunda intenção segundo tantos terceiros

Da P2, Cine Rex
visto bem explícito,
de pernas (abertíssimo
filme) em rolo: rolas
às mãos de qualiras,
sem que vissem a fita;
o bom é gozar o que vida

do sexo o inseguro: vício.


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: 2014.)


sexta-feira, 4 de abril de 2014

IDENTIDADE COM A LÍNGUA ALIENÍGENA




Poema é o nome do Poeta

Luiz é o latino Ludovicus
(portugálico medievalescrito);
do francês vem o Francisco;
a Oliveira é a que dá azeite;
o Filho? Tradição escritantiga:
Mendes, os filhos de Mem;
Fernandes, de Fernando os filhos;
e, ainda sobre nomes, segundo ditam,
os Segundos, Sétimos – Enésimos! –;
Netos, Juniores, Primos, Sobrinhos...

Nomes da língua que se-inscrevem aqui,
neste quadro que escritura a poesia...


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Deleituras Líricas.WEB: 2014.)




quinta-feira, 20 de março de 2014

'Cause the music is playing...

Imagem: arquivo Google.



BLUES KAYADO

O blues pode ser etílico
e ele o-é quase todo o tempo,
mas lá, nas orijas, antes,
ele é de fumo africano,
a kaya daquele jamaicano.

If I had possession over blues, baby,
eu comporia em inglês (manca?)
e daria as notas do meu bolso
pelas daqui, da minha garganta,
que palavras está mascarando

com a caneta, com o teclado (demãos!),
dos que, bebendo e fumando os bares da vida,
disfarçam o verbo  pra dar um branco,
até as paredes tortas deste poema à Rede
ficarem caiadas de sentidos, se post, baby.


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: 2014.)