quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

EM LUÍS CORREIA, SEM CORRERIA...

Solitude, a photo from Piauí (www.trekearth.com)



a mar

um mar anseia outra nau
em cios & silvos: vivo amante
em tormenta... estando em movimento

marés ventos sons-violência entanto
no então amar vazando bem raso no chalé
sal cantando nas vozes superfícies do profundo

que assim navegando sem evasão  - 
corpos ocupados de ondes - mergulham
no maravilhoso dos sentires humanos amando


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano. Tersina: Nova Aliança, 2009.)


domingo, 17 de fevereiro de 2013

A ARTE VIDA-SE NUM POEMA NOVAMENTE: MENTE À NOVA REALIDADE


Imagem: arquivo Google


Marte em Ares Poéticos ou Ana Ama a Grama no Poema

Art é vida
atrevida:
reVVIIDDAA... tá?


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. BardoAmar. Teresina: Ed. do autor, 2003.)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

RÉQUIEM À FORMIGA MORTA PELO POEMA

Imagem: arquivo Google






Fábula de mesa sem uma redenção mais lírica

Formiguinha que me-cruzou a linha
e a de poetas a escrever devagarinho
a desenlinhar do animal as humanas vidas

como andasses por minha folha ex-branca
como fizeste nesses textos tantos
o teu corpinho negro me-fez branco
pálido ao constatar tua pressa
mais que a minha (dias antes)
e mais que constatar foi que depressa
senti por ti certo lirismo terno (como poeta)
e até pensei incrédulo que tu não és tão má
quanto o fabulista te-pintou eterna (que pena!)
Mas rápido não tardo a ler tuas trágicas cenas
na experiência à cadeia dum saber aberta
experta contra a infecção às centenas
de milhares de milhões que tu geras
como no ataque a nossa comida... sua esperta!
Observa minha cisma acima: não és mais terna!
Agora-onde mesmo que te-sigo às pressas
com um olhar a arranhar com garras (guerra!)
se te-segue em disparada no papel não tela
traçando linhas nem sempre cegas mas
que ver tua alma budista não conseguem
no aquiagora do texto crescendo tensas
na direção não traçada por ti pois verso
onde está o antilírico com a humana graça
do viver em ciência: gaio a cantar espaços
às gentes pelos mundos de um mundo
como antes do princípio destes versos
em que duvidava: mato-te-poemo?

Não... como outro bruxo também creio: melhor seria
se tal borboleta não me-tivesses alegorizado a linha:
são a tua morte estes versinhos!


(Em um formigueiro de uma formiga só.)


sábado, 2 de fevereiro de 2013

A TI, MEUS OLHOS


Foto: Suzy Reis.

Àquela mulher*

Ris
alva mente
ris... que bela cena!
ante a mim homem antigo do planeta Terra
ente distant     e     epróximo do que era
lá-ontem                                         aqui-hoje
vem cá ver na tela deste trabalho poema
os riscos de quem sente que sem ti
estes pensar tocar inspirar beber ouvir ou ver
sós
não seriam complet...
                                      os:
tenho do quanto irradias: CORpo... deLEITE... mENTE
porisso primitivo – enquanto tento     f   i   l
                                                                         t   r
                                                                           a
                                                                            r
o que me-delicia –
sinto de ti o que alimenta viver sentidos
dando sabor à vida de estar sendo pro criar
este teu riso humano em cena
ris
e pracontigo rio...


(Em Osasco, entre minha Teresina e a dela.)


______________________________________
·         *A Risalva, com quem vivo do pré-pré ao pós-pós, como Reis.
                                                                                      

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

SÓ PRA VARIAR, SIGLO E ABREVIO


Imagem: arquivo Google


ABC DO B...

RGs CPFs CRTPs
IRs IOFs SRDs
(PQP!)

STF CV PCC PMDBs
PTs PSDBs FDPs
A/C  BR

N. B.  V.Sas.
nda  P. D.
S. E.


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: 2013.)



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

HÁ PRATOS E PRATOS

Imagem: arquivo Google*



pratos distintos**

sobre a mesa
ainda me-aguarda onde lido
       o livro servido: ser vivo

adiante
distante dos cantos
de tantas mesas redondas
avidamente almoço 
       a vida: servida
                    ser


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano. Teresina: 2009.)

________________
* Desconfio que esse desenho é do Ziraldo. Alguém sabe a respeito algo?
** A Maria, a servir, como Neném, pratos profanos, não os da ceia de Jesus.

domingo, 6 de janeiro de 2013

PRA SER POETA TEM DE LUAR

Imagem: Fases da Lua. José I. R. Neves. 2012.


Em qualquer fase, me-faze poeta, Lua!

Enquanto tu
minguantes novas
eu acrescento cheias
em quanto verso

E luo o que suo
novo e crescente
e cheio de minguantes
entanto satélites

Tu luas o crescente
cheio e fértil
e (minguante) eu novo
o quanto refletes

Enquanto verso
eu cheio o que míngua
tua nova crescendo
o tanto de poema


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA)


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

"E QUEM NÃO FESTA QUE NÃO SE-SINTA AFETADO NEM SE-AFASTE"

Imagem: arquivo Google



A dois
           
Um sexo
bem champanhe
baile de gala

A Baco & Ariadne
esse vinho em vida
brinde branco brinde



Falo em garrafa

De mim te-conténs
no-ME-estou-rar- EM-brinde
a tua taça sexo: MEnsagEM



Grafito labiríntico

Vem cá ver nas paredes destes versos
as formas com que tinto te-quero tanto
quanto te-encontrar os fios dos sentidos



(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. BardoAmar. Teresina, 2003-12.)