domingo, 22 de fevereiro de 2015

Influência crônica

Imagem: arquivo Google

PROCURA-SE

Procura-se aflitivamente pelas igrejas e botequins, e no recesso dos lares e nas gavetas dos escritórios, procura-se insistente e melancolicamente, procura-se comovida  e desesperadamente, e de todos os modos e com muitos outros advérbios de modo, procura-se junto a amigos judeus e árabes, e senhoras suspeitas e insuspeitas, sem distinção de credo nem de plástica, procura-se junto às estátuas e na areia da praia, e na noite de chuva e na manhã encharcada de luz, procura-se com as mãos, os olhos e o coração um pobre caderninho azul que tem escrita na capa a palavra "endereços" e dentro está todo sujo, rabiscado e velho.

Pondera-se que tal caderninho não tem valor para nenhuma outra pessoa de boa-fé, a não ser seu desgraçado autor. Tem este autor publicado vários livros e enchido ou bem ou mal centenas de quilômetros de colunas de jornal ou revista, porém sua única obra sincera e sentida é esse caderninho azul, escrito através de longos anos de aflições e esperanças, e negócios urgentes e amores contrariadíssimos, embora seja forçoso confessar que há ali números de telefone que foram escritos em momentos em que um pé do cidadão pisava uma nuvem e outro uma estrela e os outros dois... - sim, meus concidadãos, trata-se de um quadrúpede. Eu sou um velho quadrúpede e de quatro joelhos no chão eu peço que me ajudeis a encontrar esse objeto perdido.

Pois eis que não perdi um simples caderno, mas um velho sobrado de Florença e um pobre mocambo do Recife, um arcanjo de cabelos castanhos  residente em Botafogo em 1943, um doce remorso paulista e o endereço do único homem honrado que sabe consertar palhinha de cadeira no Distrito Federal.

O caderno é reconhecível para os estranhos mediante o desenho feito na folha branca do fim, representando Vênus de Milo em birome azul, cujo desenho foi feito pelo abaixo assinado no próprio Museu do Louvre, e nesse momento a deusa estremeceu. Haverá talvez um número de telefone rabiscado no torso da deusa, assim como na letra K há trechos de um poema para sempre inacabado escrito com letra particularmente ruim.

Na segunda página da letra D, há notas sobre vencimento de humildes, porém,  nefandas dívidas bancárias e com uma letra que eu não digo começa o nome de meu bem, que é todo o mal de minha vida.

Procura-se um caderninho azul escrito a lápis e tinta e sangue, suor e lágrimas, com setenta por cento de endereços caducos e cancelados e telefones retirados e, portanto, absolutamente necessários e urgentes e irreconstituíveis. Procura-se, e talvez não se queira achar, um caderninho azul com um passado cinzento e confuso de um homem triste e vulgar... Procura-se, e talvez não se queira achar.


(RUBEM BRAGA. Pequena Antologia do Braga. Rio de Janeiro: Best Seller, 2006.)


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onde o poeta substitui um poema: o da arvorezinha que fazia pose por ibope no meio do seu caminho pela poesia

- ah...
meu velho Braga:
também perdi a agenda!

que tristeza...
meu camarada!
nela havia um poema...

a quem cantava?
a Bopp: aquele cabra Norato! cobra!
a ver a arvorezinha ser música o céu querendo...


(Na sombra de um pé de creoli, no interior de Alto Longá.)


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano. Teresina: Nova Aliança, 2009.)

sábado, 24 de janeiro de 2015

AGUAPÉ DEIXA O RIO NA MÃO





Variações em solo dum rio desta aldeia

I.

POTICAGANDO

Lixolatrina
aos olhos d’água:
esgoto caseiro de coliformes.

Eles estão cagando presse rio,
eles estão ali,
nem aí...

II.

OUTRO LEITO DE FOLHAS VERDES

Por que tardas por vir,
poder dos poderes públicos,
para assistir o doente Poti,
à mortalha de merda sufocando-se?

III.

DE CÚBITO DORSAL (ANTES DOCE!)

A espinha do rio que já foi meu – que não foi
dum Pessoa ou dom Francisco amarantino –,
cobreando (subterrâneo!) o seu rumo teresino,
reverbera uma verde mortalha ecotrágica.

IV.

POR QUE TARDAS, PODER, AO POTI?

À beira do rio, os edifícios
defecam a água e os resíduos
caseiros via pia ou latrinas e
tecem o manto de folhas verdes,
não romântico, classecotrágico,
a mortalhar a vida de evoluídos
seres da cidade no concretaço 
das margens da sustentabilidade.

No caos da vida contemporânea,
cravam suas garras nas encostas
do rio quinda é dessaminha terra
e vergalham projetos contra o veio
d’água doce do solo de nossa taba.

Dejetos sem tratamento, um erro de projeto,
de lei, de responsabilidades de agentes, de quem,
publicamente, deságua suja e infozmente o consumo
à beira do rio coberto da vergonha verde de aguapés
punidores impolutos dos filhos do Poti, rio limpo,
rio brando e doce se desaguando um triste quando...

V.

POR QUE MANHANAS TARDAS EM NOITADAS POR VIR, SOCORRO?

Qual Jati, a ti, Poti,
pra te-salvar não quer vir
quem vê sem poder o público
compartilhar tua imagem
de aguapés sem esperança,
apenas verdes se vale
a pena ou este teclado
a poetarem o mesmo tema

a variações nestas cenas.

(Luiz Filho de Oliveira)

domingo, 18 de janeiro de 2015

DÉCIMAS MALDIZENTES

Pela décima voz versa chulo o Poeta: É foda!

Tal Poeta conhece (e -ceu!) muita gente fuleira,
aquela gente do tipinho que achava que era
a tal da última bolacha do saco, aquela geladeira,
os que, sorrindo, não estão nem pra brincadeira:
e ela era somente uma tal de maridinha infiela;
eles, uns ignorantezinhos muito maus, hipócritas;
o verme, este, um merdinha de um recalcado merda;
ele, adamado, de sexo não assumido, nutria ser comida;
eles, uma baita de uma canalha muito descontrolada!

Ela? Sempre se-achou muito esperta,
porque aprendeu o jogo dos ratos cedo;
viu que homens roem bocetas como queijo
e armou que elas são ratoeiras se abertas.
Não considerou não aceitar o acesso, a janela;
excluiu seu “paizinho” por impulsos e beijos,
fechando um destino e abrindo as pernas!
Ah! E ele, bodim, nem imaginava que ela
só seria revelada em imagens por terceiros:
e ela era só uma tal de maridinha infiela!

Eles? Diziam que são melhores, Poeta,
do que cê imaginava que ainda era, certo?
Da alegria deles, prova dos nove, o que resta
é le-fazer todo o mal que eles, juntos, puderem:
nunca tardam ; a telefonema anônimo, teclam
torpedos-injúrias, arma do fogo que le-atiram,
e desenham calúnias num enredo à sua casa,
acreditando que vá les-dar crédito – idiotas!
E o que são é somente este Poeta quem posta:
eles, uns ignorantezinhos muito maus, hipócritas.

Ele? A falsidade de gente grande desde pequeno,
por conta de não-sei-o-quê que ora le-faltava
para completar a sua vidinha. Mesmo sabendo
que o Poeta não le-trazia falsa a sua amizade,
criticava-o sem reservas, com todos os atacantes!
O traíra queria também do Poeta uma sua namorada,
a que tinha a boceta mais linda e cheirosinha na área;
animal FDP, não foi capaz de aceitar a rejeição dada.
Quando doutro livro seu, risada a inveja, de si, fede
o verme; este, um merdinha de um recalcado merda.

“Ela”? Também se-achava – e se-acha! Por isso,
essas aspas “fashion”, femininas como adereços,
lenços de seda para limpar o preconceito do texto
do que não for honesto, e ser homoamorafetivo;
poresse vizinho mal falado no bairro florido
ser de todos sabido & flagrado um tal “viado”,
que malfalava baitolamente de seus ímpares,
numa sequência de canalhices  deslavadas,
com a preferida preferência: acusar de ser biba.
Ele, adamado, sexo não assumido, nutria ser comida.
                                        
Esses? Todos eles são os de que todos sabem:
que nenhum tem um tiquinho do tanto que pensam
ter e espalham, vírus, no tecido da Rede, infectando
a vida de ações covardes contra quem não tem tanto
contra eles, que não são mais nada são para o Poeta:
“Se eu não preciso de vocês para viver uma vida minha;
então, façam favor de seguir adiante, que não adianta;
é preciso excluir, amigos, esses tipinhos, como esses tais
que, eletronicamente maledicentes, malpoetam a teclado.

Eles, uma baita de uma canalha muito descontrolada!”


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

itabira.com

Postagem do e-mail político-literário enviado a Carlos

O poeta municipal, caro Carlos,
assinado com operadora não local,
nas Redes, tecla-se mundial,
como o estadual e o federal –,
nunca menos que estes pixels!

A parir versos à Paris, à Lestes,
a estes sítios potianos – antunante,
dobalance, pivante, salgademente! –,
a telas de distância doutros poetas
– d’Este mesmo que poema estas páginas! –,
o poeta municipal escreve em rede laudas e
laudas aos amigos em compartilhamento,
que les-curtem a comentários emoticons
ou d plvrs q vc ctrl c cntrl v add: blz!

Enquanto isso, este poeta bairrista xista que
os seguidores estão à solta; é só adicioná-los!

E comentar o comentário: kkkkkkkkkkkkkkk!


(Luiz Filho de Oliveira)

domingo, 28 de dezembro de 2014

CONCENTREM-SE NESSES CAMPOS DE CEARENSES

Iagem: www1.folha.uol.com.br


Envite à concentração de famílias em campos (Fazendo fazendas de gente)

ROUCOS, OS FAMINTOS

Revejam: leiam o que o cearense O Povo sobre
o Hotel Excelsior escreve : “terraço aprazibilíssimo
de onde se descortinam belíssimos Panoramas do mar,
das serras e dos sertões vizinhos”!
Mas esses sertões vizinhos não poderiam estar tão vizinhos!
Não são bem-vindos, bando de famintos, à terra “loira desposada do Sol!”!
Famílias inteiras que não continuam charmosas das elites às portas
quando a terra lhes-expulsar em plena seca!
Vir a Fortaleza e desfrutar dos prazeres do Hotel Excelsior é algo muito além
de qualquer empreendimento do mundo hoteleiro! O Bispo da Igreja vai cuidar
do que os ricos da society burguesa algodoeira se acomodem com os do governo,
que o povo vai ser todo ele confinado à parte do hotel (apart?) em fazendas de gente, confinados em currais de varas e arame farpado! E os que cuidam da comida
(que não são os chefs nem os chefes!) cortam do gado o melhor da carne para vender;
as sobras, as vísceras para os viscerais da fome! Comida ruim que só come
quem morre de fome! Venham para Fortaleza, esse hotel grande!
Venham, que vocês vão conhecer um campo diferente, de concentração de
violência contra as pessoas que forem vítimas da fome!
Ou para vocês esse sertão de dentro seco é bom o bastante?


comFINADOS

Tomem uma passagem de trem para as cidades de Quixeramobim, Crato,
Ipu, Senador Pompeu, Fortaleza, Cariús! Tomem uma das celas das fazendas
criadas para criarem as cercas que separam os bem-viventes dos mal-vividos!
Esse é o melhor albergue que se pode dar a esse tipo de gente!
E nem vejam que as melhores partes das carnes são desviadas para os lados
de quem cuida da distribuição! O cardápio é o que tem pra hoje:

SARAPATEL CRIOULO
TRIPA COM FARINHA SECA
CABEÇA DE GADO COZIDA
FEIJÃO-COM-ARROZ AO LÉU
SALADA DE XIQUE-XIQUE
GRAND CACHORRÔ

Almocem (está tarde!), seus esfarrapados!
Comam do que não come quem enriqueceu às suas costas!
Eles não remexem a terra, não remendam roupas, extraem dividendos
de quem extrai a sua vida numa vida anoitecida de retalhos
do que de bom tem pra todos!
Não é caridade o que habita essas fazendas de gente!
Ou vocês, confinados, estão gratos a esses frates fracos de fraternidade?
Passeiem pelas dependências antes do de-comer
pra ver nossa hospitalidade inóspita.
Não esquentem, não. Vocês não podem mesmo nada!
Andem!


FAMÍLIAS ALOJADAS COMO GADO


Ouça, gente faminta e descamisada mantida à distância,
pode-se-aproximar! Bem-vinda à Fazenda de Gente!
Vocês que são os filhos da fome descansem em paz aqui:
as cercas, que são de arame e de varas, são nosso abraço de quarto
de dormir enjaulado; as camas são de chão! Tem rede; então, deita!
E isso tudo sem pagar um tostão. Vocês vão reclamar do preço?
Vocês que não têm o nariz empinado pra sentir o fedor de ser podre de rico,
que não sabem o quanto importa ter dinheiro sem teto em dólares?
Vocês não podem estar jogados na rua. Venham pro Hotel Fazenda!
Ê, boi!


POBRES

Vixe! Ia me-esquecendo de perguntar,
digam, criaturas secas das secas, é dezembro,
já passou o Natal e estamos encerrando o ano, quem não quer ter
quentinha a comida, com a música do Lua no rádio dizendo que
no Ceará não tem disso, não, viu, que no Ceará não foi o lugar
onde se-confinou gente como gado, mas gado com aftosa?
Vocês sabem, nós, da capital, esperamos vê-los contentes, sem
os lábios rachados sem água, mas tudo que temos é uma fazenda,
distante da gente, claro, que provavelmente vocês vão provar!
Não é do gosto do Hotel Excelsior, porém, vocês não têm do que reclamar;
É o que tem pra hoje! Agradeçam, senhoras e senhores!
Sou testemunha: mais de setenta mil pessoas, senhor deus dos desgraçados!
Aleluia! Estradas de ferro cobertas de trens com esfarrapados a bordo,
à margem do mar dos ricaços novos da belle époque do sertão cearense!
Sou testemunha! Vi, nos campos, surgidos sujos os trapos de saco de farinha,
furados pra servir de roupa, a seguir prum barbeiro pelar a cabeça,
cabelos imundos e piolhos que não farão falta a todos!
Aleluia! Que esses depósitos de gente são contíguos às estações!
Que não queremos contato com a gentalha!
Queremos somente os que trabalhar puderem cavando poços pruma chuva
que nem vem nem manda aviso.
Glória nossa, que vocês terão esse campo pra se concentrarem na morte!
Glória, que esse experimento antecipa os campos nazistas!


MORTOS DE FOME TODOS

Não se-enganem, essa fome tem quilômetros de tamanho.
Mas esta é a estação final de sua Via Crucis.
Mais que trinta dinheiros foram arrecadados
das elites desse sertão de dentro, pra botar vocês
pra fora da área da loira desposada de sol,
que tem gente de bem muito bem e obrigado.
Vocês não leram as placas? Elas dão o mapa dos molambados.
Saiam da fome e venham ser segregados pelo sagrado direito
de quem tem dinheiro mais do que em cartões de crédito!



CARTÃO DE MORTAL

Salvem-se, famílias-gado, dessas cercas de arame farpado,
dessas Fazendas, que por nenhuma Revolução foram vingadas,
que contra elas não se-opuseram nem Igreja, nem Comércio,
nem Justiças, nem cristos Humanos!
Alguém compartilhe isso, texto em Rede: clic!
Esta anunciação não é nova na cena:
aquele povo todo faminto de água que acreditou na ajuda de senhores,
coronéis de exércitos de vencidos, teve a barriga parida de promessas dos
que ofereciam casa e comida e um trabalhinho pra quem ainda tivesse força.
Ouçam, pessoas além-mortas, esses crimes de bandeira verde e amarela
são o pior da discriminação doutra gente fina que não quer-se-misturar.
É quase final de 2014 e 1932 é um 32 na cabeça desse espírito festivo
nos hotéis da Loira desposada do Sol.

Para titulares de ação: teclem a terra deste sítio à frente.


quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

CADA CULTURA SABE O CU QUE TEM

Um poema de sabença brás-cubiana, de conteúdo não tão obsceno ao corpo quanto ao cabeção de possíveis rastreadores de intrigas, fundamentalistas de mentiras críveis in outra cabeça; não,
na minha.


Singular, o Poeta petarda contra o ataque a uma Pentápolis pró-sexo-cultural bacana

Não quero eu a morte,
deus cruel e violento,
que teus textos, em coortes,
impuseram aos povos
de alegria babilônica!

Quero a dama na cama,
o prazer de seu ventre,
que chama ao erótico amor,
ao leito quente, em chama,
na cidade de Adama!

Quero o gozo de Gomorra
para que eu viva o êxtase
físico desse corpo, que anda
a explodir-se contra mim,
quando sigo a Segor e Seboim!

Quero essa dama em pelos,
em apelos de sexo, sedenta,
para que eu descanse sabendo
ser sadia a palavra que doma
a dona do meu sexo, em Sodoma!

Quero o sono do justo, clichê
dos teus, juras contra as culturas
que a ter as tristezas se-recusam,
hipócritas, dos que te-cultuam!
Quero isso e muito de tudo!


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

VIRTUAL VIM, VI E POETEI

Foto: https://www.facebook.com/kenardkruelfagundes

Os anos eram os do início do século XXI. Nesse tempo, estava sendo apresentado às novas tecnologias da informática. Minhas primeiras incursões na Rede foram por meio do Flog, um tipo de sítio que havia onde se disponibilizava fotos e pequenos textos em forma de comentários. Uma espécie, hoje, agora, já, em extinção, mas uma espécie de Facebook, Instagram, Twitter da vida. Primeiras interatividades virtuais com gente de todo o mundo.

Numa das visitas ao provedor, que era o Flogão.com – ou algo assim –, vi a foto de uma garota. Pose sensualississíssima! Sorriso bonito de xix! A sensualidade de sua beleza me-comoveu – e como! Mas os comentários para essa foto eram muito chulos, cheios de grosseria. Logo daquela foto, em que a garota se-esforçava por congelar aquela ação estética. Completamente extático fiquei. E fiquei indignado com os comentários grosseiros. E tive de gozar um poema pra sublimar aquela raiva. Veio.

A foto foi. Nunca mais a-localizei. E vai que me-deparo com essa pose numa outra garota, num outro provedor de sítios individuais, o Facebook do Kenard. E tive de me-aproveitar dela e regozar em regozijo o mesmo poema.

Vem.


onde a mulher-foto do Flog pôs a pose em 180º de fogo

a bailarina   a   br   e   reta
o ponto.com... passo: vem à baila da tela abalar
os passos desse Eros em ângulo forte sexo (e bélico)

o riso aberto (em gozo bem grego)
os seios semicobertos (cimos brasileiros)
uma estátua completa em estática ação estética...

e o coração bomba de aliteração (tuns tantãs)
e corpo dispara órgão o sangue em função (lava)
e-mais: e o cérebro ativo prazer sentido grava... ação!

(Navegando sítio uma proximidade distante clic.)