sexta-feira, 8 de março de 2013

ÀQUELA MINHA MULHER LINDA



MILHERES

Tu és a mulher
& todas: entes em ti
uma a mim: hipérbole!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. BardoAmar. Teresina: Ed. do Autor, 2003.)

DELEITURAS CRÔNICAS

AVISO AOS NAVEGANTES


Gostaria de avisar aos leitores que leem este blogue e postam seus comentários de forma "Anônima" ou que, mesmo assinando o comentário, o-fazem sem utilizar nenhuma URL ou endereço eletrônico que a partir desta página SOMENTE poderá fazer comentários aqui aqueles que tiverem uma conta no Google. Me-desculpem aqueles que fazem isso sem nenhuma maldade, pois tive de chegar a esse "filtro"  (que deixa passar sujeira sim!) depois de ter iniciado uma série de comentários de cunho pessoal  osquais visavam me-ameaçar e caluniar. Coisa de inimigo, gente mal resolvida sim.

Porisso, peço aos "anônimos identificados" (Ohara, Kimiko, Sammir, Santiago, Artur Duarte, Nay Nery, Pedro Prado, Mariana Ximenes - Tá vendo, Brás, são mais do que teus cinco leitores!) que procurem entender a minha encheção de saco. Não tô mais a fim de ler comentariozinhos babacas de um cara (um viado?) ou de uma tarada querendo entrar com um "trianguinho afolozado" (tão vendo, o buraco é mais embaixo!) numa de criar um "triângulo amoroso". Quanta ingenuidade desses tipinhos acharem que podem abalar a relação de pessoas adultas e bem resolvidas com cantadas infantis, insinuações ou "revelações-de-segredos-para-abalar-a-confiança-do-outro". Idiotas, não sou hipócrita, que finge para se-justificar socialmente. E mais: a minha boneca (Suzy, mora?) me-conhece como ninguém por dentrefora de meu corpo e pensamento. Não tenho segredos, canalhas. Ela sabe quem eu sou: eu soo Poeta e já avisei: pra ela, minha vida é um lugar-comum, é um livro aberto. 

Chega! Cansei também, meu anjo. Sigo agora o torto destas linhas esperando somente os comentários das pessoas que querem contribuir com algo de bom, de positivo. Nem que seja somente um "parabéns", um "valeu" (não que eu queira somente elogios!), mas gostaria de sinceridade acima de tudo, e IDENTIFICAÇÃO! Esta última, contudo, eu até dispensava, já que aceitei muitos comentários de um "anônimo" que sempre teceu comentários embasadississímos (como dizia uma diretora de uma escola em que lecionei). É, eu aprecio o tom das críticas dele, que muita vez, foi mesmo um desacordo com meu pensar-fazer poético. Mas tudo bem, era sincero. Vejam só o que ele escreveu certa vez , numa mesma postagem, acerca de dois poemas meus:

Anônimo disse...
Gostei da 'dica' mas... Um poema razoável? Vejo nele ('questão de poesia') qualidades, coisas que talvez eu não saiba explicar mas que me parecem muito boas. E isso (também) é poesia (o inexplicável). Só o fato de ser um poema (literalmente) aberto, possibilitando a participação ativa do leitor, já o coloca, na minha visão, acima da média. Depois (ou antes, talvez), diz o que é, multivário: completo ou por fazer-se nessa perspectiva de quem o lê, num exercício gramático-poético, pedagógico, até (inclusive). E, meu prezado poeta, seu título trai (mas de maneira justa, porque o poema, esse poema, especialmente, é uma questão de poesia) trai a modéstia do autor em não reconhecê-lo como um BOM poema. Haveria mais a dizer desse notabilíssimo poema mas deixo para outra oportunidade por circunstâncias de momento. Poesia é vida pois “o verso é avesso à morte”...(Também gostei muito de ‘oráculo principal’, outro ponto altíssimo em sua poesia e que deveria ter sido classificado igualmente, numa melhor posição)...

Nesse comentário, ela analisa o meu poema questão de poesia; neste, cantoAcântico (se quiser, poderá ler o texto aqui neste link: http://luizfilhodeoliveira.blogspot.com.br/2012/09/eu-cantarei-de-amor-tao-docemente-por.html): 


Anônimo Anônimo disse...
Beleza este poema de fôlego que retrata na soma de cada detalhe e reentrância da diversidade de sentidos toda a transpiração do ato criativo criador de mundos e dimensões sensibilíssimos na arte de poetizar a própria poesia de cada instante do poema maior que é a vida e seus fotogramas, passagens do tempo finito compondo um infinito de ser e estar, mais vivo, mais sensível, mais humano. A modéstia o impediu, talvez, de dizer “tão concertados” (quanto aos termos), adotando como referência a personagem da tradição ocidental, o que fez com certa dose de bom senso pois o melhor poema nunca é o de agora (por mais que o achemos já “conscertado”) mas sempre o que ainda virá. Mas... peralá: Camões!?! Invocada essa reVerência, o poema transcorre mais lírico e aberto a intertextualidades as mais diversas, além do marco adjetivo, sobejamente visível. E eis aqui um poema admirável, com mínimas passagens menos significativas, belo, belo, para se ver e rever várias vezes e em cada uma delas descobrir um novo e encantador sentido ou perspectiva de beleza construtiva. Pra encurtar a conversa, algumas vezes simplesmente dizer “gostei” diz muito, senão tudo. Gostei.

Isso, sim, engrandece a discussão, e não essa coisinha de comadre, de conquistador barato ou de reacionário FDP. Não. Eu também só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a peder, pois sou cabeça feita, não jogo conversa fora; se o papo é legal, eu publico; se não serve, vai-se embora pro lixo. Tá escrito.


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

EM LUÍS CORREIA, SEM CORRERIA...

Solitude, a photo from Piauí (www.trekearth.com)



a mar

um mar anseia outra nau
em cios & silvos: vivo amante
em tormenta... estando em movimento

marés ventos sons-violência entanto
no então amar vazando bem raso no chalé
sal cantando nas vozes superfícies do profundo

que assim navegando sem evasão  - 
corpos ocupados de ondes - mergulham
no maravilhoso dos sentires humanos amando


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano. Tersina: Nova Aliança, 2009.)


domingo, 17 de fevereiro de 2013

A ARTE VIDA-SE NUM POEMA NOVAMENTE: MENTE À NOVA REALIDADE


Imagem: arquivo Google


Marte em Ares Poéticos ou Ana Ama a Grama no Poema

Art é vida
atrevida:
reVVIIDDAA... tá?


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. BardoAmar. Teresina: Ed. do autor, 2003.)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

RÉQUIEM À FORMIGA MORTA PELO POEMA

Imagem: arquivo Google






Fábula de mesa sem uma redenção mais lírica

Formiguinha que me-cruzou a linha
e a de poetas a escrever devagarinho
a desenlinhar do animal as humanas vidas

como andasses por minha folha ex-branca
como fizeste nesses textos tantos
o teu corpinho negro me-fez branco
pálido ao constatar tua pressa
mais que a minha (dias antes)
e mais que constatar foi que depressa
senti por ti certo lirismo terno (como poeta)
e até pensei incrédulo que tu não és tão má
quanto o fabulista te-pintou eterna (que pena!)
Mas rápido não tardo a ler tuas trágicas cenas
na experiência à cadeia dum saber aberta
experta contra a infecção às centenas
de milhares de milhões que tu geras
como no ataque a nossa comida... sua esperta!
Observa minha cisma acima: não és mais terna!
Agora-onde mesmo que te-sigo às pressas
com um olhar a arranhar com garras (guerra!)
se te-segue em disparada no papel não tela
traçando linhas nem sempre cegas mas
que ver tua alma budista não conseguem
no aquiagora do texto crescendo tensas
na direção não traçada por ti pois verso
onde está o antilírico com a humana graça
do viver em ciência: gaio a cantar espaços
às gentes pelos mundos de um mundo
como antes do princípio destes versos
em que duvidava: mato-te-poemo?

Não... como outro bruxo também creio: melhor seria
se tal borboleta não me-tivesses alegorizado a linha:
são a tua morte estes versinhos!


(Em um formigueiro de uma formiga só.)


sábado, 2 de fevereiro de 2013

A TI, MEUS OLHOS


Foto: Suzy Reis.

Àquela mulher*

Ris
alva mente
ris... que bela cena!
ante a mim homem antigo do planeta Terra
ente distant     e     epróximo do que era
lá-ontem                                         aqui-hoje
vem cá ver na tela deste trabalho poema
os riscos de quem sente que sem ti
estes pensar tocar inspirar beber ouvir ou ver
sós
não seriam complet...
                                      os:
tenho do quanto irradias: CORpo... deLEITE... mENTE
porisso primitivo – enquanto tento     f   i   l
                                                                         t   r
                                                                           a
                                                                            r
o que me-delicia –
sinto de ti o que alimenta viver sentidos
dando sabor à vida de estar sendo pro criar
este teu riso humano em cena
ris
e pracontigo rio...


(Em Osasco, entre minha Teresina e a dela.)


______________________________________
·         *A Risalva, com quem vivo do pré-pré ao pós-pós, como Reis.
                                                                                      

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

SÓ PRA VARIAR, SIGLO E ABREVIO


Imagem: arquivo Google


ABC DO B...

RGs CPFs CRTPs
IRs IOFs SRDs
(PQP!)

STF CV PCC PMDBs
PTs PSDBs FDPs
A/C  BR

N. B.  V.Sas.
nda  P. D.
S. E.


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: 2013.)



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

HÁ PRATOS E PRATOS

Imagem: arquivo Google*



pratos distintos**

sobre a mesa
ainda me-aguarda onde lido
       o livro servido: ser vivo

adiante
distante dos cantos
de tantas mesas redondas
avidamente almoço 
       a vida: servida
                    ser


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano. Teresina: 2009.)

________________
* Desconfio que esse desenho é do Ziraldo. Alguém sabe a respeito algo?
** A Maria, a servir, como Neném, pratos profanos, não os da ceia de Jesus.