domingo, 21 de julho de 2013

MERDA DE POEMA HEMORRÓIDICO

Imagem: arquivo Google


Escatologia além-excrementosa

O camelô, entre suas bugigangas,
mais um dos toletes de bosta vende,
feito assim desse plástico (bem creme!)
da cor de merda serenada, manca?

O seu católico devoto cliente,
com aquele probleminha anal (“Nas ancas!”),
fez uma dessas promessas à Santa
e espera que não mais fique doente.

N’era prudente um ex-voto dum cu;
de tal ousadia a Igreja não gosta;
apois, o fiel comprou (ai, Jesu!)
do camelô esse tolete de bosta!

– Meu Deus, com isso não vá-se-injuriar,
nem me diga que esta bosta não presta,
pois, em sua graça, está o meu curar
desse mal, corroído a sangue: merda!


3 comentários:

JAIRCLOPES disse...

Limerique

Pois cagar é lei de costa a costa
Mesmo se de lagosta você gosta
Se come só caviar
Sobremesa: manjar
Não se engane, tudo vira bosta.

JAIRCLOPES disse...

Limerique

Porquanto nem todo mundo gosta
E nunca nas suas entranhas aposta
Mesmo sendo tão moço
Não lembra do almoço
Mas sabe que tudo vai virar bosta.

Paulo Tavares disse...

Kkkkkkkkkkk