quarta-feira, 5 de junho de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
"TANTAS HISTÓRIAS. TANTAS QUESTÕES"
Imagem: arquivo Google
Leituras dum Poeta que pergunta
Quem não irá dizer contra o povo
sentenças compradas de ilícito enriquecimento
se eles estão comendo suas verdinhas
entredentes?
Quem não viu do povo o desespero
ao vê-lo, um governo, despido de
honestidade
se estavam eles tramando traí-lo, quão
reprováveis?
Quem ao povo não dissimula a verdade
a troco de prazer ao pessoal as contas
públicas se
tantos deles, fiscais, desviam paraísos
a verbas corrutas?
Quem
do povo não viu-eles, de reis a prefeitos,
governando
gentes, guerras, a grana pública e o absoluto
querer
poder valer mais do que as formigas nesta Terra coletiva?
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: 2013.)
quarta-feira, 8 de maio de 2013
FILHEI, PLANTARVORIZEI E LIVRESCREVI (VIVAS!): E VIVAMOS A VIDA VIVA, VIVOS!
o sentir mundano dum humano o seu mundo
neste estado
neste exato espaço andante
caminho meio caminho (à vida estando)
com perdas pedras ou máquinas do mundo
pegado nas mãos de Carlos & Luíses & Dantes
bem lento o passo... possa-o tal eu-poeta
ocupar de sentidos mil estes campos
e pelos cantos iniciar outros meios
meios sem fim (não definitivos)
mas enfim meios definidos
registros em terreno escrito
o onde de estar ser humano
em cenas vidas poemas aqui
perambulando ambientes
infernos gentis paraísos
a linhar alimento devido
à fome do antílirico
desses mundos
pelas vidas
em curso
rumos
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano, 2009-2013.)
terça-feira, 23 de abril de 2013
O CORAÇÃO NÃO É SÍMBOLO DESTE AMOR, É PEÇA PRA CHURRASCO SOMENTE!
Imagem: arquivo Google.
Churrasco o a-MOR
espeto fogo garfo
a amórfagos
os ped acin hos da
cerebral ação corpumana:
mais ninguém há de comer o sen
tido todo: todos
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. BardoAmar. Teresina, 2013.)
sábado, 20 de abril de 2013
TOMÁS-GONZAGUEANDO POEMAS AINDA COM LUÍSES E CARLOS
Imagem: arquivo Google
A largo A: A-mor!
O cérebro vasto,
que tem gemas de mil Minas,
além dos países,
nos sóis do sentir,
mundará, em lira sem enigmas,
o que era somente coração;
então, a grafia, fia
o que a Poesia, em vida,
se-faz voz deste campo,
ação, se não jaz à campa;
entanto o Poeta saiba o tanto
que o poema abarca.
O mundo é largo;
porém, mundos são Raimundos,
e ainda Tomás, e Luíses, e Carlos,
e tanto mais tantos,
quanto amando os humanos
onde excepcionais mundos raros.
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. BardoAmar. Teresina: Ed. do Autor, 2013.)
terça-feira, 2 de abril de 2013
CARTO NÃO SÓ AOS BRASILEIROS DE BRASÍLIAS ESTAS TORPEZAS DO BRASIL
Imagem: arquivo Google
A
blogar uma carta satírica de Vila Rica a tristes Brasílias
Ó
Cláudio, Tomás, Doroteu, Critilo,
minhas
saudações, ainda que tardias!
Cumpre
a mim refletir o mal vivido
nesta
missiva, que ao povo analisa,
novamente,
as cenas, se digo pôr
tal
pena moderna-pós, o teclado,
no
mal que não vem de Chile, de fato;
a glosar
este mote, teclo à Rede e
“sei
que o que les-escrevo são verdades
e
que vêm muito bem ao nosso caso”.
As peripécias,
as mesmas, caríssimos,
e o
Poeta, com seu vício, tecla, às páginas,
dos
grandes do país e dos pequenos
os casos
do mal vivido, na intriga:
a
putinha ainda dá a justo soldo e,
nua,
ela continua bem vestida;
os
religiosos (gozosos) devoram
homens,
mulheres, meninos, meninas;
os
governantes, públicos agentes,
comerciantes,
policiam incestos,
que mantêm
com a enxerga da justiça!
Também
não poderiam ser diferentes
as
consequências que disso provêm:
o
avesso é, sim, excelente exemplo!
Por
que não apresentá-lo, pois tão caro?
É
certo que nem todos têm os olhos
que
um Tomé teve para ver de perto:
o
poder de milícia à Vila Rica
hoje
é política, Critilo – sério! –,
já
que a pizza dos deputados é
prato cheio prouto golpe, Senado!
Tudo
caminha prum mesmo lugar;
se o
dinheiro vem do cofre, bem sujo –
“Tá
branco, lavadas verdinhas banco:
governo
é injustiça; um homem, dinheiro!” – e,
se a milícia corrupta hoje no país
coage o povo como antes, isso
faz parte desses negócios com os
ternos.
De
fato: a força força a porta, o muro!
Sempre
foram aptos ao optar os corruptos
pelas
finíssimas mãos fidindignas!
E
mais: quais religiosos conseguem –
quem
sabe a punhetas ou outras técnicas –
ficar
sem fazer delícias com o sexo
pelo
tempo que dizem amar seus deuses?
Aqui,
padres, pastores, pais de santo
comem
seu rebanho até em seus templos,
o
que hoje é fácil de provar, exemplos
há
tantos, prova gravada: movimento!
Ah!
mulheres, o de sempre: conventres
cobertos
em catre santo, fazendo...
Que
esses agentes, públicos, privados,
sagrados,
laicos, reais, literários,
sejam
oque devem ser neste espetáculo;
visto
que este texto está a gravá-los
vestidos
de improviso fora do ato.
Sabem
os grandes, meus Cláudio e Tomás,
que
o público da informática máquina,
não rechaça
a chance de gravar,
seja
de Paços, gabinetes, pastas,
tantas
cenas de ilícitos cortadas.
Apois, não apostem se uma postagem
não pode escrevinhar a imagem sua,
ou se uma dessas câmeras não grava
seus truques por vídeos ou fotográficas
imagens vivas em voz telefônica,
“que dessas insolências que
les-conto
não só pode ver quem mora no Chile”:
a rede toda assiste, lê, responde.
Salve esses parentes da carta
anônima,
que ora incitam tristes Brasílias de
hoje!
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: 2013.)
quarta-feira, 27 de março de 2013
EM TEMPO: EM TEMPLOS DE MACEDOS, SANTIAGOS E FELICIANOS
Imagem: arquivo Google
“O deus deles era um cachorro!” – disse e foi ao culto o bispo
orar (sem cacofonia: com economia!)
Em campos mais distantes antigos
os pastores ainda não eram metáforas –
digo –
apascentavam sim ovelha bode cabra
outros bichos
Mas aqui nestes sítios gravo tais
poréns:
depois de tangidos anos em rebanhos de
cem
graves em igrejas & multimídias
essas figuras vêm
pregando falso às testemunhas (réus!)
julgando mal até o egípcio Anúbis (um
Deus!)
sendo eles mau chacal não pro povo do
Nilo: pro seu!
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano.
Teresina: Nova Aliança, 2009.)
DEUSES SÃO CAMINHO; PALAVRAS, ATALHOS...
Poética sem revisão ou
retacto ou reaudição (nem apelação!)
Palavra nenhuma
– mesmo uma ruma! –,
seja em qualquer língua,
deve pôr medo em
dedos, olhos, ouças,
cabeças, nossas vidas:
Satanás,
desgraça, câncer,
lepra,
morrer, Deuses!
(Luiz Filho de Oliveira. Das Bocadas Infernéticas. WEB: 2013.)
(Luiz Filho de Oliveira. Das Bocadas Infernéticas. WEB: 2013.)
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