segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
UNITED STATES OF PIAUÍ
Imagem (Google): Luiz Gonzaga
caBRum!*
sem nuvem de
poeira
(e zabumba pandeiro sanfona triango) –
é de concreto fino o terreiro –
o forró ficou elétrico: fashion
com guitarra teclado baixo batera
flyer hi-fi entrada (não cota!)
mas lá ainda chove cabrita chic
no chiqueiro desses cabra macho
pras gatinha hoje "os gato"
(Num forró que, sem ser for all, continua forrobodó.)
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano. Teresina: Nova Aliança, 2009.)
_________________________
*A Maurício, lembrando de suas HQs que, não de-nelson**, são de Sousa.
** De-nelson (piauiês): que não vale nada, de brincadeira.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
FOGO-APAGOU ASCENDEU À CHAMA POÉTICA: A VIDA
Imagem (Google): Rolinha Fogo-apagou (Columbina Squammata)
num canto maior à tarde um poeta vida uma ave
Primavera em maio
meu bairro exala um canto
e eu canto outra Fênix
Do ninho no galho
da árvore a ave canta
e encanta nova mente:
Fogo apagou! (cinzas)
Fogo apagou! (Chispas)
Fogo apagou! (VIDA)
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano. Teresina: Nova Aliança, 2009-2012.)
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
EU NEGRO UNS POEMAS
Eu inscrito
à pele em fala ao poético de Hughes
– Eu sou negro
mesmo,
como os meus
antepassados todos,
passados na
África, antes da Diáspora trágica!
Eu estudo no
Brasil, numa escola pública;
aqui se-comemorou
a Abolição da Escravatura,
mas só se-falava
na tal da canetada no gabinete da princesa!
Eu escuto umas
histórias,
cantadas por
minha velha vó negra,
e ela fala dos
sofrimentos de uma raça caçada!
Eu leio uns
escritores negros;
com eles, eu
aprendo a ser eu mesmo,
fragmento
reunido a outros em continente novo!
Eu canto umas
canções antigas,
respostas de
bocas sabidas magistas;
a fazer o
trabalho virar em cigarra a formiga!
Eu escrevo uns
poemas negros,
em que o espelho
sou eu e todos os outros mais velhos;
para falar aos
mais jovens sobre o peso de estar ser negro!
Eu construo um
futuro, agoraqui, passado
no alho, nos
olhos, nos atos, nas positivas palavras ,
atitudes de
afirmação de orgulho dos que são da cor da noite!
Eu jogo capoeira
na América brasileira,
arte-manha das
armas do meu corpo musculoso;
Ginga, que,
Rainha, vinga luta contra a opressão do meu povo!
Eu
danço, livre mente, mesmo;
marcando, com
passos alegres, a tristeza do meu canto,
tradição
traduzida para as raízes do blues, jazz, reggae, samba!
Eu ensino numa
escola,
superior àquela
que em ontens me-deram,
para ministrar o
caminho que o mundo africane (creio)!
Langston Hughes
Antelei
Negra ou Lei Clara de Luiz Gama
Se o corte do
grito for executado homicídio
por um escravo,
na pessoa do opressor – claro! –,
perante o
Direito de todos, estará ressalvado!
Todo humano a
ser escravizado
(escuro!) tem o
direito do punhal
para rasgar
qualquer naco de liberdade!
Apois, todo
crime discriminado
como sendo uma
verdadeira defesa legítima,
legítimo, para
os Juízos, será e não considerado!
Toda disposição
em contrário,
como gera reação
à geração da vida escrava,
encontrará
contrários levantados com armas contra ataques!
Luiz Gama
Ex-Klu-Klux-Klu-Ídos
(Cantiga maldizente tirada da TV como notícia)
Isto quase
ninguém viu, ouviu;
dito, entre
vistas ou vidas, por Chico
(depois de
tantos séculos da ruda Diáspora):
No Rio,
Carlinhos e sua Filha com o Filho
foram
considerados, sem ambiguidades,
pelos podres de
rico dum condomínio chic
(com tanta grana
quanto!), persona non grata!
E eles só vinham
da Bahia, tipo férias,
e o Rio dessa
gente burra e perversa
desaguou rios de
preconceito-fera,
cópia mascarada
dum país mais velho
nesse mau
exemplo de quem pensa
ser tope de
linha, mora?
Repito
(perito!):
Foi no domínio
de feras;
condomínio,
férias, vindos da Bahia,
os três, sem Rio
de Janeiro.
Foi no Rio de
Janeiro,
vindos (férias!)
os três da Bahia;
condomínio de
feras – sem domínio?
Carlinhos Brown
Sem
essa de correta política nestas leituras em negrito
Foi um negro de
sorte,
ganhou uma nota
preta: carvão!
Agora, verde a
sexta-feira treze!
Então, deixou
outro bilhete no quadro negro
da escola em que
trabalhava, professoral:
“Estou podre
de rico, mudei de sala.
Adeus, amigos,
vou trabalhar noutra praia”.
E naquela noite
negra, estreluarada, viva,
saiu levando
brilhos somente dentro de si
legando
ao Poeta seu primeiro Poema Negro.
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: Deleitura, 2012.)
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
DAS BOCADAS INFERNÉTICAS
Gregório de Matos
Envite
aos vates assinalados a jogar o chiste abaixo assinado
Responda se for
fácil:
poderia o
Horácio
gozar em
Gomorra?!
– Eitaporra!
E o divino Dante
abarcaria uma
bacante
num inferninho,
na zorra?!
– Eitaporra!
Será que o
Gregório,
à porta do
empório,
gozou a civil
gorra?!
– Eitaporra!
E o nosso
Gonzaga
toparia essa
parada
de arrochar a
corra?!
– Eitaporra!
Que diz o
Bernardo,
que o Pajé não “tá
armado”,
que não adora a
pachorra?!
– Eitaporra!
Então,
o Luiz Gama
a bodarrada chama
para prazer as cachorras?!
– Eitaporra!
Mole, o Bananére,
aquele que
escreve
até que esporra?!
– Eitaporra!
Seria pastor o
Oswald,
em nosso
arrebalde,
de ovelha
chamorra?!
– Eitaporra!
E o Millôr,
noutro agora,
muito novo,
embora,
diria “véi, não morra!”?!
– Eitaporra!
E o que pensa
disso
o filho
Veríssimo,
que é só a
modorra?!
– Eitaporra!
E o tal do
Chacal,
um vate
marginal,
escreve sem porra?!
– Eitaporra!
É
este poema, Poeta,
que
desse time se-completa
a
prender palavras forras?!
– Eitaporra!
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: Deleitura. 2012.)
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Pô, é ética, sim, esta desbocação!
Imagem: arquivo Google
Desbocada
Poética das Bocadas
(A poetastros ou estrelas metidos a donos da Poesia)
Estazinha
Poesia é o que
quiser,
o que o for: que redun-
dante-se
cômica, divina,
confessioral,
se subjetiva
o
lírico de eu-satíricos
na
Rede, o escambau!
Nem
mesmo um Poeta-astro
ou
essoutros sem verve (verbos fracos!)
vão-se-meter
nela, senão para poemaltratá-los.
Outro
poemaldizente para desbocar essa poética
Soo
Poeta no pixel das telas,
sou
digital papel líquido à Terra,
às
redes dessas histórias de merdas!
Voo
dígitos, Eus nas páginas e
vou
a outras telas em vômito,
que
quase nada tem de cômico.
Núltimo
poema a teclar aliterações na poética de seu blog
Abre,
Poeta, a porra desse Windows (uma das
portas!)
e perspectiva um eu-satírico em estado
bem puto,
a
quem nada apraz senão o teclar o seu prumo.
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: Deleitura, 2012.)
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
EUREKA: ESTE TRIÂNGULO AMOROSO
Imagem: www.fujadoroxo.com.br
saio & bermudo as coxas de Diana
tuas pernas cruzam-me o olhar de filme
farolando o teu pedido caminho perdido:
tricircular preciso esses ângulos oceânicos
pois hei de me-querer em teus líquidos abismos
- nauta que sou de epopeias seguidas vidas -
se me-derivas a tua verdade atlântica
labirinto: navego por linhas & correntes teu rumo
aqui me-desnudando veladamente em poemas tecidos
com que me-iço a teu encontro intempestivo
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. BardoAmar. Teresina, 2003-2012.)
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Eu cantarei de Amor tão docemente, por uns termos em si tão salomônicos...
Imagem: arquivos Google
cantoAcântico
beijo-te-vinho
tão delícias quanto
música poesias
leva-me tu corrente
gozalegria: humanamentecorpo em
mundano nu divino
minha mais que vide... vinhas
púrpura estou a ti... formosa a mim
és sol resplandecendo delicados sentidos
sobre os vastos campos por onde ando
se pelas telas teclo vulva sulco pelos seios
apascentando o terreno a poema sexante
e enquanto cantas encanto
amor fio... verso descompleto caminho
rumo ao IN: local universal
brindemos pois quais taças manhecentes
e façamos amar transbordando a vida intensos
a saber os sibilantes sabores sensíveis
(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Bardoamar. Teresina, 2003-2012.)
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