quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

CADA CULTURA SABE O CU QUE TEM

Um poema de sabença brás-cubiana, de conteúdo não tão obsceno ao corpo quanto ao cabeção de possíveis rastreadores de intrigas, fundamentalistas de mentiras críveis in outra cabeça; não,
na minha.

Singular, o Poeta petarda contra o ataque a uma Pentápolis pró-sexo-cultural bacana

Não quero eu a morte,
deus cruel e violento,
que teus textos, em coortes,
impuseram aos povos
de alegria babilônica!

Quero a dama na cama,
o prazer de seu ventre,
que chama ao erótico amor,
ao leito quente, em chama,
na cidade de Adama!

Quero o gozo de Gomorra
para que eu viva o êxtase
físico desse corpo, que anda
a explodir-se contra mim,
quando sigo a Segor e Seboim!

Quero essa dama em pelos,
em apelos de sexo, sedenta,
para que eu descanse sabendo
ser sadia a palavra que doma
a dona do meu sexo, em Sodoma!

Quero o sono do justo, clichê
dos teus, juras contra as culturas
que a ter as tristezas se-recusam,
hipócritas, dos que te-cultuam!
Quero isso e muito de tudo!


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