quarta-feira, 27 de março de 2013

EM TEMPO: EM TEMPLOS DE MACEDOS, SANTIAGOS E FELICIANOS


Imagem: arquivo Google

“O deus deles era um cachorro!” – disse e foi ao culto o bispo orar (sem cacofonia: com economia!)

Em campos mais distantes antigos
os pastores ainda não eram metáforas – digo –
apascentavam sim ovelha bode cabra outros bichos

Mas aqui nestes sítios gravo tais poréns:
depois de tangidos anos em rebanhos de cem
graves em igrejas & multimídias essas figuras vêm

pregando falso às testemunhas (réus!)
julgando mal até o egípcio Anúbis (um Deus!)
sendo eles mau chacal não pro povo do Nilo: pro seu!


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano. Teresina: Nova Aliança, 2009.)


DEUSES SÃO CAMINHO; PALAVRAS, ATALHOS...


Poética sem revisão ou retacto ou reaudição (nem apelação!)

Palavra nenhuma
– mesmo uma ruma! –,
seja em qualquer língua,

deve pôr medo em
dedos, olhos, ouças,
cabeças, nossas vidas:

Satanás,
desgraça, câncer,
lepra, morrer, Deuses!


(Luiz Filho de Oliveira. Das Bocadas Infernéticas. WEB: 2013.)

quinta-feira, 21 de março de 2013

"TUPI OR NOT TUPI: THAT'S THE QUESTION!"

Imagem: arquivo Google



A rainha foi ou não foi ao teatro assistir à tragédia? - pergunta a rir (encantado) o sapo (da plateia) - depois a fala beijada

- Estou aqui
cenando o ser ou não
ser humano príncipe

mastambém mendigo:
quero mais vida (ação!)
masporém comédia... please!


(Estando humano onde, em Teresina ou em Londres.)



(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano. Teresina: Nova aliança, 2009.)

sábado, 9 de março de 2013

GATO ESCREVINHADO NÃO TEM MEDO DE POESIA

Imagem: arquivo Google



quase-haicai com título tirado de um balaio

em seu solo o gato
e esse novelo (cem nós!)
sempre serão novos


(Na ilha de São Luís, não na de Creta.)




(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Onde Humano. Teresina: Nova Aliança, 2009.)



sexta-feira, 8 de março de 2013

ÀQUELA MINHA MULHER LINDA



MILHERES

Tu és a mulher
& todas: entes em ti
uma a mim: hipérbole!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. BardoAmar. Teresina: Ed. do Autor, 2003.)

AVISO AOS NAVEGANTES




Gostaria de avisar aos leitores que leem este blogue e postam seus comentários de forma "Anônima" ou que, mesmo assinando o comentário, o-fazem sem utilizar nenhuma URL ou endereço eletrônico que a partir desta página SOMENTE poderá fazer comentários aqui aqueles que tiverem uma conta no Google. Me-desculpem aqueles que fazem isso sem nenhuma maldade, pois tive de chegar a esse "filtro"  (que deixa passar sujeira sim!) depois de ter iniciado uma série de comentários de cunho pessoal  osquais visavam me-ameaçar e caluniar. Coisa de inimigo, gente mal resolvida sim.

Porisso, peço aos "anônimos identificados" (Ohara, Kimiko, Sammir, Santiago, Artur Duarte, Nay Nery, Pedro Prado, Mariana Ximenes - Tá vendo, Brás, são mais do que teus cinco leitores!) que procurem entender a minha encheção de saco. Não tô mais a fim de ler comentariozinhos babacas de um cara (um viado?) ou de uma tarada querendo entrar com um "trianguinho afolozado" (tão vendo, o buraco é mais embaixo!) numa de criar um "triângulo amoroso". Quanta ingenuidade desses tipinhos acharem que podem abalar a relação de pessoas adultas e bem resolvidas com cantadas infantis, insinuações ou "revelações-de-segredos-para-abalar-a-confiança-do-outro". Idiotas, não sou hipócrita, que finge para se-justificar socialmente. E mais: a minha boneca (Suzy, mora?) me-conhece como ninguém por dentrefora de meu corpo e pensamento. Não tenho segredos, canalhas. Ela sabe quem eu sou: eu soo Poeta e já avisei: pra ela, minha vida é um lugar-comum, é um livro aberto. 

Chega! Cansei também, meu anjo. Sigo agora o torto destas linhas esperando somente os comentários das pessoas que querem contribuir com algo de bom, de positivo. Nem que seja somente um "parabéns", um "valeu" (não que eu queira somente elogios!), mas gostaria de sinceridade acima de tudo, e IDENTIFICAÇÃO! Esta última, contudo, eu até dispensava, já que aceitei muitos comentários de um "anônimo" que sempre teceu comentários embasadississímos (como dizia uma diretora de uma escola em que lecionei). É, eu aprecio o tom das críticas dele, que muita vez, foi mesmo um desacordo com meu pensar-fazer poético. Mas tudo bem, era sincero. Vejam só o que ele escreveu certa vez , numa mesma postagem, acerca de dois poemas meus:

Anônimo disse...
Gostei da 'dica' mas... Um poema razoável? Vejo nele ('questão de poesia') qualidades, coisas que talvez eu não saiba explicar mas que me parecem muito boas. E isso (também) é poesia (o inexplicável). Só o fato de ser um poema (literalmente) aberto, possibilitando a participação ativa do leitor, já o coloca, na minha visão, acima da média. Depois (ou antes, talvez), diz o que é, multivário: completo ou por fazer-se nessa perspectiva de quem o lê, num exercício gramático-poético, pedagógico, até (inclusive). E, meu prezado poeta, seu título trai (mas de maneira justa, porque o poema, esse poema, especialmente, é uma questão de poesia) trai a modéstia do autor em não reconhecê-lo como um BOM poema. Haveria mais a dizer desse notabilíssimo poema mas deixo para outra oportunidade por circunstâncias de momento. Poesia é vida pois “o verso é avesso à morte”...(Também gostei muito de ‘oráculo principal’, outro ponto altíssimo em sua poesia e que deveria ter sido classificado igualmente, numa melhor posição)...

Nesse comentário, ela analisa o meu poema questão de poesia; neste, cantoAcântico (se quiser, poderá ler o texto aqui neste link: http://luizfilhodeoliveira.blogspot.com.br/2012/09/eu-cantarei-de-amor-tao-docemente-por.html): 


Anônimo Anônimo disse...
Beleza este poema de fôlego que retrata na soma de cada detalhe e reentrância da diversidade de sentidos toda a transpiração do ato criativo criador de mundos e dimensões sensibilíssimos na arte de poetizar a própria poesia de cada instante do poema maior que é a vida e seus fotogramas, passagens do tempo finito compondo um infinito de ser e estar, mais vivo, mais sensível, mais humano. A modéstia o impediu, talvez, de dizer “tão concertados” (quanto aos termos), adotando como referência a personagem da tradição ocidental, o que fez com certa dose de bom senso pois o melhor poema nunca é o de agora (por mais que o achemos já “conscertado”) mas sempre o que ainda virá. Mas... peralá: Camões!?! Invocada essa reVerência, o poema transcorre mais lírico e aberto a intertextualidades as mais diversas, além do marco adjetivo, sobejamente visível. E eis aqui um poema admirável, com mínimas passagens menos significativas, belo, belo, para se ver e rever várias vezes e em cada uma delas descobrir um novo e encantador sentido ou perspectiva de beleza construtiva. Pra encurtar a conversa, algumas vezes simplesmente dizer “gostei” diz muito, senão tudo. Gostei.

Isso, sim, engrandece a discussão, e não essa coisinha de comadre, de conquistador barato ou de reacionário FDP. Não. Eu também só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a peder, pois sou cabeça feita, não jogo conversa fora; se o papo é legal, eu publico; se não serve, vai-se embora pro lixo. Tá escrito.