domingo, 18 de setembro de 2011

AINDA SATÍRICA, A MENTE, À MODA DAS ANTIGAS



O poder do Poeta continua sendo a Boca dos Infernos


Pode o Poeta,
Ser rico,
ser pobre;
que não é de cobre
a Sua amizade 
é mais forte!
é honesta!

Pode o Poeta,
por palavras,
pôr pedradas
em Sua fala ao inimigo,
que só irá atingi-lo
e desfigurá-lo
a metáforas!

Pode o Poeta,
andar térreo,
andar nas nuvens,
de jeito meio aéreo;
qu'inda é dos Infernos
a Sua Boca de Guerra:
"Mato-os!"

Pode o Poeta,
colar de prata & pena,
colar, em Seu poema,
um mote dum Mestre velho,
que lerá seco Seu verbo,
pela pilhéria com veneno
aos vermes!

Pode o Poeta,
a licença poética,
à licença dar poéticas
em Seu rudo verso,
que aqueles ledores
bem maldizente lerão
Sua lírica acérrima!
 

Pode o Poeta,
a mar de poesias,
amar o que le-faria
um legítimo assassino;
que a ficção, por atrevido,
moldará Sua boca
de satírico!




(LUIZ FILHO DE OLIVEIRA. Das Bocadas Infernéticas. WEB: Deleitura, 2011.)



7 comentários:

Teté M. Jorge disse...

Putz! Gostei demais!

Beijo.

Luiz Filho de Oliveira disse...

Que bom, Teca. Valeu.

Anônimo disse...

AGORA SIM,É O POETA LUIZ! QUE FALA COM TODA ELEGANCIA,SEM APELAÇÕES! VOCÊ É ÚNICO,PARABÉNS!MARIANO.

Luiz Filho de Oliveira disse...

Ah, Mariano, nem sempre o satírico anda pelo elagante, senão não haveria Bocas de Inferno. Claro que nem sempre devo "baixar o nível", mas, quando precisar, não posso deixar de fazê-lo. Obrigado pelo incentivo.

Unknown disse...

Excelente, meu caro! Parabéns!

Fred Caju disse...

Massa mesmo, Luiz!

Luiz Filho de Oliveira disse...

Marcell e Caju, obrigado pela deleitura.